Há diferentes formas de interpretar a riqueza de uma pessoa no Brasil, mas a chamada riqueza material, aquela definida pelo acúmulo de dinheiro e bens materiais, é mais simples. Segundo especialistas, para ser considerado “rico” no país, basta estar acima da média brasileira. Isso significa ter uma renda superior a R$ 1.700 por pessoa em casa.
Apesar de parecer um valor modesto, se todas as pessoas de sua casa recebem valores superiores a isso, sua família já se enquadra entre os 30% mais ricos do Brasil.
R$ 1.700 é renda de rico?
De acordo com o economista Daniel Duque, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), sim. Para o especialista, uma família de quatro pessoas onde cada um receba acima de R$ 1.761 por mês, somando uma renda familiar mensal de pelo menos R$ 7.050, já faz parte da “elite econômica“.
Apesar de chamar a atenção por ser um valor “baixo” se comparado ao custo de vida das grandes capitais brasileiras, essa análise reflete mais no abismo socioeconômico e na diferença das classes econômicas do país. Acontece que a maior parte dos brasileiros somam pouco menos da metade dessa renda.
No caso, o relatório Tendências Consultoria, divulgado pela Bolsa de Valores brasileira, revela que pelo menos metade da população brasileira ainda vive em domicílios com rendas totais médias de R$ 3.500.
A elite econômica
Vale ressaltar, no entanto, que essa análise se baseia em uma divisão entre estilos de renda. No caso, sem dividir os brasileiros entre as classes econômicas, fazendo cortes entre “mais pobres”, “do meio” e “mais ricos”.
No entanto, segundo dados do Centro de Políticas Sociais (CPS) da FGV, a renda familiar superior a R$ 7.000 coloca uma pessoa na chamada “Classe B” entre as definições econômicas, a chamada “classe média alta“, que é composta por cerca de 15% da população brasileira.
Enquanto isso, os “verdadeiros ricos”, a chamada “Classe A“, que é a elite econômica, são compostos por apenas 4% da população. De acordo com a FGV, para ser considerado nessa classe, é necessário ter uma renda mensal de pelo menos R$ 22.000.
Vale destacar, no entanto, que dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), apontam que a maior parte dos brasileiros está na “Classe C“, a classe média. Estimativas sugerem que 30% a 60% dos cidadãos estão nessa categoria.
Especialistas também reforçam que boa parte desses brasileiros da classe média se encontram em situações de risco financeiro. Ou seja, estão sob a ameaça de “caírem” economicamente para Classe D ou E, que são a população de baixa renda e vulnerável, respectivamente.
O assunto também é abordado de forma didática e resumida no vídeo abaixo:




