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Proposta que acaba com a escala 6×1 é aprovada pelo CCJ da Câmara

A proposta agora avança para análise em comissão especial

Por Júlio Nesi
23/04/2026
Em Geral
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Reprodução: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Reprodução: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (22), o parecer favorável à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1. Com o aval da comissão, a proposta avança para análise em uma comissão especial, onde o debate sobre o conteúdo da mudança será conduzido de fato.

Vale destacar que a aprovação foi simbólica, ou seja, sem o registro nominal dos votos de cada parlamentar. O relator, deputado Paulo Azi (União Brasil-BA), analisou apenas a admissibilidade da proposta, verificando se ela atende aos requisitos constitucionais para seguir tramitando no Congresso.

Relatório com duas PECs

O relatório de Azi abrange duas PECs distintas. A primeira é de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e propõe uma semana de quatro dias de trabalho, com prazo de 360 dias para entrar em vigor.

A segunda foi apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) ainda em 2019 e prevê uma jornada semanal de 36 horas, com prazo de dez anos para implementação. Ambas mantêm o limite de oito horas diárias.

Paralelamente, o governo Lula encaminhou ao Congresso um projeto de lei, instrumento diferente de uma PEC, que propõe reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas e ampliar a folga para dois dias. A jornada máxima atual, de 44 horas semanais, está prevista na Constituição Federal.

O que o relator recomenda?

Embora a função da CCJ seja apenas verificar a constitucionalidade da proposta, Paulo Azi incluiu recomendações no relatório. O deputado sugere que a comissão especial discuta regras de transição graduais para a entrada em vigor da mudança, levando em conta o porte das empresas e os diferentes setores da economia.

Azi também chama atenção para o impacto da medida na Previdência Social e propõe uma compensação fiscal para as empresas, especialmente com a redução de tributos sobre a folha de pagamentos, modelo adotado por países europeus em reformas semelhantes.

Como isso vai impactar as empresas?

Um levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais pode elevar os custos com empregados formais entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano, o que equivale a um acréscimo de até 7% na folha de pagamentos.

Já um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado em fevereiro deste ano, calculou que o fim da escala 6×1 aumentaria em 7,84% o custo médio do trabalho com carteira assinada no regime de 40 horas. Na indústria e no comércio, o impacto estimado ficaria abaixo de 1% do custo operacional total.

O governo, por sua vez, aponta que cerca de 37,2 milhões de trabalhadores no Brasil cumprem jornadas acima de 40 horas semanais, o equivalente a 74% dos profissionais com vínculo formal. Além disso, em 2024, o país registrou 500 mil afastamentos por doenças relacionadas ao trabalho com origem psicossocial, o que também gera custos para a Previdência Social.

O que pode acontecer ainda?

Se a proposta for aprovada na comissão especial, seguirá para votação no plenário da Câmara e, depois, para o Senado Federal. A promulgação exige o aval das duas casas legislativas. Segundo Paulo Azi, caso todo esse caminho seja percorrido, o Brasil passaria a adotar a escala 4×3, com a jornada semanal máxima caindo de 44 para 36 horas.

O relator da comissão especial ainda não foi definido, mas a expectativa é de que o grupo seja criado ainda nesta semana pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Tags: Câmara dos DeputadosCCJCNICongresso NacionalConstituição FederaleconomiaErika Hiltonescala 6x1governo federalHugo MottaIpeaLegislação TrabalhistaPaulo AziPEXpolíticaPrevidência SocialReginaldo LopesSenado Federal
Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

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