A Marinha dos Estados Unidos vai receber um reforço no sistema de defesa de seus navios de guerra. A empresa de defesa Lockheed Martin assinou um contrato para integrar o míssil “Patriot” ao sistema de combate “Aegis”, utilizado por diversos navios da frota americana. É a primeira vez que essa arma será instalada e operada no mar.
A informação foi confirmada pela própria Lockheed Martin. Segundo informações da empresa, o grupo vinha buscando essa integração há vários anos, e o novo contrato representa o primeiro passo rumo à instalação do interceptador em embarcações da Marinha.
Os mísseis serão instalados nos navios do estilo “destroyer” da marinha dos EUA. Os destroieres são navios de guerra conhecidos por serem rápidos enquanto mantêm grande poder de fogo. Esses navios são os principais usuários do “Aegis”, um sistema integrado de armas que utiliza computadores e radares avançados para rastrear e destruir alvos.
Por que o Patriot foi escolhido?
O míssil em questão é o PAC-3 MSE. De acordo com a Lockheed Martin, a arma se destaca pela agilidade superior em relação aos interceptadores já utilizados pela Marinha e pelo conceito “hit to kill”, no qual o projétil destrói o alvo por impacto direto, sem precisar detonar nas proximidades. Isso o torna especialmente eficaz contra mísseis de alta velocidade.
Atualmente, os destróieres equipados com o Aegis contam com mísseis da família Standard, incluindo os modelos SM-2, SM-3 e SM-6, além do míssil RIM-162 Evolved SeaSparrow. O PAC-3 MSE vai adicionar uma camada extra de proteção a esse escudo.
O que motivou a mudança?
A Reuters informou, já em outubro de 2024, que a Marinha americana estava avançando nos planos de armar suas embarcações com o Patriot. A principal preocupação era a capacidade da China de utilizar armas hipersônicas para atacar navios no Oceano Pacífico, uma ameaça que tornou urgente o aprimoramento do sistema defensivo da frota.
Com o avanço tecnológico dos adversários, o sistema Aegis precisava de um complemento capaz de lidar com projéteis mais rápidos e mais difíceis de interceptar.
Superprodução de mísseis
Vale reforçar que a Marinha norte-americana não foi a única cliente da empresa. Em janeiro deste ano, a Lockheed Martin e o Pentágono assinaram um acordo para triplicar a produção do interceptador ao longo dos próximos sete anos. De acordo com especialistas, o volume deve saltar de cerca de 600 unidades por ano para mais de 2.000.




