Em festas, muita gente com ansiedade social não “some” do nada, o mais comum é tentar passar despercebido.
Segundo o NHS, pessoas com ansiedade social costumam evitar atividades em grupo, festas e conversas com desconhecidos por medo de julgamento, vergonha ou crítica.
O serviço britânico de saúde também cita sinais como evitar contato visual, suar, tremer, sentir o coração acelerar e ficar preocupado com a possibilidade de parecer incompetente ou constrangido.
O que elas fazem para se proteger
Guias clínicos de terapia para ansiedade social descrevem essas atitudes como “safety behaviors”, ou comportamentos de segurança.
São tentativas de reduzir o risco de exposição social, como ficar no canto, se prender ao celular, evitar olhar nos olhos, falar pouco, planejar a saída cedo ou se ocupar com alguma função para não precisar sustentar conversa.
Celular, banheiro e cantos da festa entram nessa lógica
Entre alguns exemplos de como fugir de situações, estão:
- fingir estar ocupado no celular,
- sentar escondido em um canto,
- checar o banheiro e ir com frequência,
- evitar contato visual e falar demais ou de menos.
Esses comportamentos funcionam como uma proteção momentânea, mas acabam mantendo a ansiedade social no longo prazo.
O corpo denuncia
O NHS cita que a ansiedade social costuma vir acompanhada de sudorese, tremor, náusea, rubor e palpitações. Esses sintomas físicos aumentam o medo de que os outros percebam o nervosismo.
Por que isso acontece
Estudos sobre ansiedade social apontam que esses comportamentos de segurança são usados para evitar rejeição, vergonha ou exposição. O problema é que eles podem até aliviar a tensão na hora, mas também impedem a pessoa de testar se a situação era realmente tão ameaçadora quanto parecia.




