A Federação Internacional de Diabetes (IDF) reconheceu recentemente o diabetes tipo 5 como uma nova classificação oficial. Este tipo, anteriormente chamado de “diabetes relacionado à desnutrição”, impacta principalmente adolescentes e adultos jovens em regiões de baixa e média renda.
No Congresso Mundial de Diabetes em Bangkok, em abril deste ano, especialistas sublinharam a importância de distinguir essa condição das variantes mais conhecidas: tipo 1 e tipo 2.
Diferente do diabetes tipo 1, que é autoimune, e do tipo 2, associado à obesidade, o tipo 5 é caracterizado pela falta de produção de insulina pelo pâncreas devido à desnutrição.
Identificando o diabetes tipo 5
Reconhecer o diabetes tipo 5 representa um passo importante para a saúde mundial. Por anos, casos foram diagnosticados erroneamente, resultando em tratamentos ineficientes.
O manejo do diabetes tipo 5 requer um enfoque terapêutico duplo: além de doses ajustadas de insulina, são necessárias intervenções nutricionais para enfrentar a desnutrição subjacente.
Esses pacientes raramente enfrentam cetoacidose, uma complicação comum no tipo 1. A doença manifesta-se com a presença de insulina residual suficiente para evitar tais complicações.
Abordagens de tratamento
A IDF já formou um grupo de especialistas para elaborar protocolos internacionais sobre o tipo 5. Este esforço visa padronizar diagnósticos e tratamentos, promovendo a recuperação nutricional dos pacientes.
O objetivo não é apenas estabilizar a glicose, mas também restabelecer o balanço nutricional, essencial para a saúde dessas pessoas.
Essa mudança não é apenas uma questão de nomenclatura, mas uma tentativa de abordar um problema de saúde negligenciado que afeta milhões. Dados sugerem que entre 20 e 25 milhões de pessoas convivem com essa condição, especialmente na Ásia e na África.
Olhando para o futuro
O avanço no entendimento do diabetes tipo 5 abre um caminho para os que passaram despercebidos por anos. Com diretrizes específicas e pesquisas, há a esperança de que diagnósticos mais precisos e tratamentos eficazes se tornem disponíveis.
Com o reconhecimento global, espera-se que políticas públicas e programas de pesquisa se desenvolvam para garantir que todos com essa condição recebam tratamento e suporte adequados.




