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Pesquisa muda o que se sabia: jogos de azar surgiram com nativos

O estudo mostra que os indígenas nativo americanos são pioneiros nos jogos de azar, não os Europeus

Por Júlio Nesi
19/04/2026
Em Geral
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Nativos americanos estavam apostando em jogos de azar há mais de seis mil anos atrás.

Reprodução: Pexels / Inocente Sanchez Guadarrama

Nativos americanos estavam apostando em jogos de azar há mais de seis mil anos atrás. Reprodução: Pexels / Inocente Sanchez Guadarrama

Um novo estudo reescreveu a história dos jogos de azar. Publicado na revista American Antiquity, o estudo revelou que indígenas nativos americanos fabricavam e usavam dados para apostas e jogos há mais de 6 mil anos, e cientistas estudam exemplares que podem ser ainda mais antigos, chegando a 12.800 anos de idade. Ou seja, jogos de azar já eram praticados há milhares de anos

A descoberta contraria uma visão que existia há séculos na historiografia. Até então, os dados e o conceito de probabilidade eram tratados como inovações do chamado “Velho Mundo“, termo usado para se referir à Ásia, Europa e África na era das grandes navegações.

O que o estudo encontrou exatamente?

O autor da pesquisa, Robert Madden, analisou artefatos de coleções arqueológicas que frequentemente eram rotulados como “peças de jogo” ou simplesmente ignorados pelos pesquisadores. Ao revisitar esse material, ele identificou que esses objetos eram dados e não peças sem função definida.

Os exemplos mais antigos vêm de sítios arqueológicos nos estados de Wyoming, Colorado e Novo México. Os artefatos tinham duas faces, eram feitos de madeira ou osso e lançados em grupos sobre uma superfície de jogo.

Madden conta que o processo levou anos. Em entrevista ao podcast The Audit, da Universidade Estadual do Colorado, ele descreveu o trabalho como uma “caça ao tesouro” que durou cerca de três anos, rastreando a prática desde registros históricos dos últimos dois milênios até o período mais remoto que conseguiu alcançar.

O que isso quer dizer para a história?

O estudo argumenta que os nativos americanos das grandes planícies ocidentais da América do Norte já demonstravam um entendimento prático de acaso, aleatoriedade e probabilidade muito antes do que se reconhecia anteriormente.

Segundo Madden, a pesquisa não afirma que esses indígenas aplicavam teoria formal de probabilidade. O que os dados arqueológicos mostram é que eles criavam, observavam e confiavam em resultados aleatórios de formas repetíveis e baseadas em regras. Para o pesquisador, isso é fundamental para a compreensão da história do pensamento probabilístico.

Além da dimensão intelectual, os jogos também tinham uma função social importante. As apostas permitiam que grupos sem nenhuma relação prévia interagissem, trocassem bens, informações e construíssem novos laços.

Além disso, os dados encontrados nas Américas são mais antigos do que os exemplares mais velhos registrados no Velho Mundo, o que coloca os nativos americanos como pioneiros nessa prática dentro da história da humanidade e não os europeus.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Tags: américa do norteApostaBETestados unidosEUAIndígenasíndiosnativos americanosNovo MundoRobert MaddenVelho Mundo
Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

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