Um jovem de 26 anos morreu na última quarta-feira (4), em Mauá, na Grande São Paulo, após sofrer intoxicação por metanol.
Com esse caso, sobe para 12 o número de mortes confirmadas no estado relacionadas à ingestão da substância. Ao todo, já foram registrados 52 casos de intoxicação.
O consumo de bebidas adulteradas com metanol, um solvente industrial altamente tóxico, tem se mostrado fatal e acende um alerta sobre a necessidade de reforçar a fiscalização.
Operações policiais contra bebidas adulteradas
Para combater a comercialização de produtos contaminados, as autoridades estaduais intensificaram operações em diversos municípios, incluindo Mauá. As ações visam desarticular redes criminosas envolvidas na adulteração de bebidas e responsabilizar os envolvidos.
As mortes foram registradas em cidades como Osasco, Jundiaí, Sorocaba e São Bernardo do Campo, com vítimas entre 23 e 62 anos. Em Mauá, equipes da polícia e da vigilância sanitária realizam inspeções em comércios sob suspeita.
A distribuição geográfica e o perfil variado das vítimas evidenciam como as bebidas adulteradas circulam com facilidade, muitas vezes sendo vendidas por preços semelhantes aos de produtos originais.
Conscientização e monitoramento
O governo também reforçou as ações de orientação à população sobre os riscos do metanol. No organismo, a substância é metabolizada em compostos extremamente tóxicos, capazes de provocar danos graves ao sistema nervoso central, além de insuficiência renal e insuficiência pulmonar, podendo levar à morte.
A conscientização da população é considerada fundamental para evitar novos casos de intoxicação.
As secretarias de saúde estadual e federal mantêm uma sala de situação ativa para monitorar os casos e coordenar respostas rápidas. As investigações seguem em andamento, com o objetivo de eliminar a circulação de bebidas adulteradas no mercado.
A orientação às pessoas é que adquiram bebidas apenas de estabelecimentos confiáveis e verifiquem a procedência dos produtos antes do consumo.




