Na hora de dormir, muitas pessoas lidam com um fenômeno curioso, que se manifesta na forma de um “chute” ou “solavanco” repentino e que, além de atrapalhar o relaxamento, pode ser interpretado como um possível problema de saúde.
No entanto, apesar de inicialmente assustar, o chamado espasmo hípnico, sacudida hipnagógica ou mioclonia noturna não só não é perigoso (na maioria dos casos), como ainda se trata de uma condição amplamente conhecida por especialistas.
Ocorrendo geralmente na transição entre o estado de vigília e o sono profundo, o fenômeno basicamente consiste em uma reação confusa do sistema nervoso, que entende o estado de relaxamento do cérebro como uma queda ou perda de equilíbrio.
Por conta disso, os músculos se contraem rapidamente, e uma sensação de estar caindo ou tropeçando toma conta do corpo. E vale destacar que os seguintes fatores se destacam como questões que podem favorecer a ocorrência dos espasmos:
- Estresse e ansiedade;
- Privação de sono (cansaço extremo ou noites mal dormidas);
- Excesso de cafeína e estimulantes;
- Prática de atividades físicas muito intensas próximo ao horário de descanso.
Conforme citado anteriormente, o espasmo hípnico é um reflexo natural do corpo e não costuma representar perigo. Entretanto, caso ocorra com frequência, alta intensidade ou começar a afetar o sono, é ideal buscar ajuda médica.
Como controlar os espasmos repentinos na hora de dormir
Monstro pré-histórico 👽
Ainda que não sejam necessariamente prejudiciais, os espasmos hípnicos podem se tornar incômodos, principalmente para pessoas com sono mais leve. Portanto, em condições normais, eles podem ser controlados com a adoção das seguintes práticas:
- Praticar a higiene do sono: definir horários consistentes para dormir e acordar todos os dias;
- Reduzir o consumo de cafeína: evitar bebidas estimulantes no final do dia;
- Adotar técnicas de relaxamento: praticar yoga ou exercícios de respiração, meditar, ler um livro ou tomar um banho quente antes de dormir;
- Reduzir o excesso de telas: se desconectar de celulares, computadores e televisões de 30 a 60 minutos antes de descansar;
- Evitar atividades intensas: limitar a prática de atividades físicas mais intensas aos primeiros horários do dia.




