O Ipsos Happiness Report, um levantamento internacional que ouviu moradores de 29 países, apontou que o Brasil é o 7º país mais feliz do mundo. De acordo com os realizadores do levantamento, foi entrevistado um total de 23 mil pessoas entre os 29 países que participaram.
Segundo informações divulgadas no relatório do Ipsos Happiness Report, 28% dos brasileiros se consideram “muito felizes”, o que é um aumento na edição anterior do levantamento, em que 26% dos brasileiros se declaravam nessa categoria. Entre os brasileiros que se declaram “muito felizes”, a maioria são homens, que são 29%, enquanto mulheres estão em 26%. No entanto, saindo da categoria de “mais felizes” para algo mais amplo, como “feliz”, as mulheres se tornam maioria, ocupando 54% enquanto os homens estão em 50%.
Os entrevistadores também perguntaram sobre as razões da felicidade e quais seriam os principais fatores que deixavam os entrevistados felizes, no caso dos brasileiros, as principais razões foram: sentir-se amado (34% dos brasileiros citaram isso), saúde física e mental (31%), relacionamento com família e filhos (29%), sensação de controle sobre a própria vida (29%) e sentimento de propósito (27%). Além disso, o país que mais mencionou fé religiosa ou vida espiritual como fator de felicidade (22%), mais que o dobro da média global.
Os “nem tão felizes”
O levantamento também deu destaque para os cidadãos que não se consideram felizes, ou até mesmo infelizes, e também questionou as razões da falta de felicidade do entrevistado. De acordo com o relatório, a infelicidade é motivada principalmente pela situação financeira, citada por 54% dos entrevistados, um pouco abaixo da média global de 57%. Saúde mental e bem-estar (37%) e situação habitacional ou condições de vida (27%) aparecem em seguida.
Além disso, o Ipsos Happiness Report também dividiu os participantes com base em faixa etária e descobriu que a felicidade tende a cair ao longo da vida adulta, especialmente por volta dos 50 anos, mas volta a crescer na terceira idade. No Brasil, pessoas entre 50 e 74 anos apresentam 82% de bem-estar declarado. Já entre os mais jovens da Geração Z está a maior concentração de pessoas que se dizem “nada felizes” (6%).
Além da idade, o relatório também apontou que a renda do indivíduo ou da família, considerando que a situação financeira é a principal razão de infelicidade dos entrevistados, afeta o índice de felicidade. Segundo o relatório, pessoas com mais renda se definiram como mais felizes (79%) do que as com renda mais baixa (67%).





