O Brasil atingiu um marco importante ao ser reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) por reduzir significativamente a transmissão vertical do HIV, que ocorre de mãe para filho.
O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde no programa “Bom Dia, Ministro”, transmitido pelo CanalGov. Este reconhecimento se apoia em dados apresentados pelo país, destacando o papel fundamental do Sistema Único de Saúde (SUS) na redução dos casos de HIV vertical.
A certificação oficial será formalizada durante uma visita ao Brasil de representantes da OMS e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).
Este passo representa uma conquista importante nas políticas públicas de saúde do Brasil.
Estratégias bem-sucedidas do SUS
O sucesso brasileiro na eliminação da transmissão vertical do HIV se deve a um conjunto de políticas públicas implementadas ao longo de décadas.
Entre as ações, destacam-se a oferta de testes rápidos, o acompanhamento pré-natal e o fornecimento gratuito de medicamentos antirretrovirais pelo SUS.
Esses esforços levaram a uma reduzida taxa de transmissão vertical, agora inferior a 2%, e incidência abaixo de 0,5 casos por mil nascidos vivos, cumprindo assim os critérios exigidos pela OMS.
Superação de desafios históricos
No passado, o Brasil enfrentava uma realidade preocupante, com muitas crianças nascendo com HIV devido à falta de acesso a cuidados de saúde adequados.
O risco de transmissão para o bebê variava entre 15% e 30%, ocorrendo durante a gestação, parto ou amamentação.
A mudança desse cenário foi resultado de uma ação articulada para garantir diagnóstico precoce e tratamento eficaz, promovendo um acesso universal e ampliado às intervenções de saúde.
Impacto global e novos horizontes
A conquista brasileira na luta contra a transmissão vertical do HIV coloca o país como referência mundial.
As autoridades de saúde esperam que o reconhecimento internacional traga novos investimentos e colaborações para fortalecer ainda mais as políticas de saúde no Brasil.




