Um acordo provisório foi firmado no último domingo (9) pelos senadores norte-americanos para pôr fim à paralisação do governo federal, a qual se estendeu por 40 dias, tornando-se a mais longa da história recente dos Estados Unidos.
O entendimento envolve legisladores do partido do presidente, Donald Trump, e da oposição democrata, e autoriza a liberação de fundos para o governo até janeiro, após disputas intensas sobre subsídios à assistência médica, benefícios alimentares e as demissões de servidores federais.
Se a aprovação também for confirmada pela Câmara de Representantes, o projeto será enviado à sanção presidencial, processo que ainda pode levar alguns dias.
Impactos da paralisação
Milhares de servidores públicos ficaram sem remuneração desde 1º de outubro ou foram suspensos.
O impacto foi sentido em setores como controle do tráfego aéreo, com mais de 2 700 voos cancelados e 10 mil atrasados em um único domingo, motivando alertas sobre risco adicional à medida que se aproximava o feriado do Dia de Ação de Graças (27 de novembro).
De acordo com os legisladores, o acordo prevê o financiamento do Programa Federal de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP), que beneficia mais de 42 milhões de norte-americanos, cerca de um em cada oito, e que se encontra atualmente suspenso.
Preocupações e próximos passos
Embora o acordo represente um alívio imediato, o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, manifestou preocupação pelo fato de que a extensão das ajudas à saúde ainda dependa de nova votação, afirmando que “esta luta vai e deve continuar”.
O impasse orçamentário, que resultou de divergências profundas entre republicanos e democratas no Congresso, encontrou uma trégua, ainda que provisória, trazendo esperanças de retorno à normalidade.




