A regulamentação dos mototáxis na cidade de São Paulo, sancionada pelo prefeito Ricardo Nunes, gerou uma grande polêmica e resultou na suspensão dos serviços por apps como Uber e 99.
A medida foi reiteradamente criticada pela Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa as principais empresas do setor. Segundo ela, as novas exigências dificultam a operação de maneira viável e eficiente.
Exigências necessárias
A sanção do projeto de lei visa estruturar a atividade de mototáxi na capital paulista.
A partir de então, para operar, os motociclistas devem:
- Ter mais de 21 anos;
- Realizar um curso específico de transporte de passageiros
- Utilizar motos com potência mínima de 150 cilindradas, registradas com placa vermelha.
As empresas, por outro lado, precisam:
- Fornecer equipamentos de segurança
- Criar pontos de descanso para os condutores.
Também é proibida a operação em vias rápidas e em condições climáticas adversas.
Reações contrárias às novas normas
A Amobitec argumenta que as exigências equivalem a uma proibição indireta do serviço. Eles destacam que as barreiras impostas extrapolam a legislação federal e tornam a operação quase inviável.
Entre as práticas criticadas estão o uso obrigatório de placas vermelhas e um longo processo de credenciamento, que pode durar até 60 dias.
Em resposta, as empresas Uber e 99 decidiram adiar o início dos serviços de mototáxi em São Paulo até que haja um entendimento claro das regras.
Desafios para a mobilidade urbana
O serviço potencial de mototáxis poderia proporcionar melhorias na mobilidade urbana, especialmente em São Paulo, uma cidade conhecida por seus congestionamentos intensos.
Com a agilidade das motocicletas, o tempo de viagem poderia ser reduzido consideravelmente. Contudo, sem um acordo sobre a regulamentação, o acesso a essa alternativa continua incerto.
O futuro dos mototáxis em São Paulo está agora nas mãos das decisões judiciais. Enquanto as empresas planejam recorrer da regulamentação, o desfecho dessa contenda ainda é incerto.
Uma flexibilização planejada pode ajudar a estabelecer regulamentações que favoreçam a operação das empresas e a mobilidade dos paulistanos.




