Mesmo após mais de seis décadas desde que o ser humano chegou ao espaço pela primeira vez, a dúvida sobre a existência de vida em outros planetas ainda permanece. No entanto, uma possível resolução pode finalmente ter surgido.
Afinal, justamente para tentar responder a essa pergunta, cientistas do mundo todo vêm intensificando as pesquisas em busca de planetas que possuam as condições ideais para abrigar vida. E, até o momento, os resultados obtidos têm se mostrado bastante promissores.
Isso porque alguns exoplanetas que orbitam a chamada zona habitável, onde as condições são mais estáveis, apresentam características muito favoráveis à habitabilidade, apesar de seus desafios. São eles:
Proxima Centauri b
A cerca de 4,2 anos-luz da Terra, este planeta rochoso orbita a estrela anã vermelha Proxima Centauri, e ainda apresenta uma proximidade e posição ideal para a existência de água líquida em sua atmosfera.
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Em contrapartida, as fortes rajadas de radiação ultravioleta e raios X emitidos pela Proxima Centauri podem inviabilizar as condições de vida no planeta, principalmente por conta da ausência de um campo magnético robusto.
TRAPPIST-1e
Destaque entre os sete planetas rochosos do sistema TRAPPIST-1, este exoplaneta está localizado a cerca de 40 anos-luz de distância e possui muitas semelhanças com a Terra, incluindo tamanho, temperaturas e quantidade de luz recebida.
Todavia, além de provavelmente possuir uma rotação sincronizada, o planeta ainda sofre com erupções intensas que podem dificultar a manutenção de sua atmosfera.
Kepler-186f
Apesar de estar situado a aproximadamente 500 anos-luz, na constelação de Cygnus, o Kepler-186f foi o primeiro exoplaneta de tamanho terrestre a ser descoberto na zona habitável de uma estrela, e por conta de sua estabilidade, pode possuir uma atmosfera duradoura.
Entretanto, a ausência de dados exatos sobre sua atmosfera, somada às baixas temperaturas e a gravidade mais forte ainda levantam questionamentos sobre sua habitabilidade.
K2-18b
Classificado como uma “super-Terra”, o K2-18b orbita uma anã vermelha na constelação de Leo, a 124 anos-luz da Terra, e se destaca por seu raio gigantesco e sua atmosfera rica em hidrogênio, além de possivelmente contar com água em abundância.
Porém, a elevada pressão e temperatura sob sua densa atmosfera podem inviabilizar a presença de vida na superfície. Além disso, ainda não há confirmações que garantam que o planeta possa realmente abrigar vida.




