Por disponibilizar ferramentas que aumentam a privacidade e a segurança das conversas, como a criptografia de ponta a ponta e configurações personalizáveis, o WhatsApp é considerado por muitos um aplicativo totalmente seguro.
Entretanto, uma ação judicial recente, movida por um ex-diretor de segurança do WhatsApp, levantou questionamentos sobre a confiabilidade do aplicativo de mensagens controlado pela Meta.
De acordo com Attaullah Baig, que trabalhou na empresa entre 2021 e 2025, milhares de engenheiros tinham acesso irrestrito aos dados dos usuários sem qualquer supervisão adequada.
Ele teria descoberto a falha por meio de testes de segurança interna, e decidiu procurar seus superiores para relatar os problemas, incluindo o chefe do WhatsApp, Will Cathcart, e o CEO da Meta, Mark Zuckerberg.
Entretanto, Baig afirmou que, após relatar os fatos, começou a receber avaliações negativas de desempenho e advertências verbais, sendo demitido em fevereiro deste ano sob a justificativa de “mau desempenho”.
Segundo informações divulgadas pelo portal The New York Times, o ex-chefe de segurança acredita que sua demissão foi uma retaliação por alertar sobre as falhas. O caso será avaliado por um tribunal federal em San Francisco.
Risco discreto: ações de engenheiros do WhatsApp eram indetectáveis
Em sua denúncia, que possui cerca de 115 páginas, Baig revelou que os engenheiros tinham a capacidade de “mover ou roubar dados dos usuários sem que houvesse detecção ou registro de auditoria”.
Isso incluía informações de contato, fotos de perfil do WhatsApp e até mesmo endereços IP, além de outros dados sensíveis dos usuários que poderiam ser manipulados sem qualquer supervisão.
WhatsApp nega acusações
Apesar da gravidade das acusações, a empresa reafirmou seu compromisso com a segurança dos usuários e afirmou que as denúncias de Baig consistem em informações distorcidas.
“Infelizmente, este é um manual conhecido em que um ex-funcionário é demitido por mau desempenho e depois torna públicas alegações distorcidas que deturpam o trabalho árduo contínuo da nossa equipe”, declarou o vice-presidente de comunicações do WhatsApp, Carl Woog (via Olhar Digital).
A companhia acrescentou ainda que Baig foi demitido por baixo desempenho, com diversos engenheiros seniores confirmando de forma independente que seu trabalho não atendia às expectativas.




