O uso de cotonetes para limpar os ouvidos é um hábito comum no dia a dia de muitas pessoas. No entanto, especialistas alertam que essa prática, aparentemente inofensiva, pode representar riscos para a saúde auditiva.
Segundo otorrinolaringologistas, o uso inadequado dessas hastes pode provocar infecções, lesões no canal auditivo e em alguns casos, a perda auditiva permanente. Por isso, o entendimento sobre os perigos desse costume é essencial.
O risco por trás de um hábito comum
Muitas pessoas utilizam o cotonete com a intenção de remover a cera do ouvido, sem saber que o cerume tem uma função protetora. Ele atua como uma barreira natural contra poeira, microrganismos e partículas externas.
Ao introduzir o cotonete no canal auditivo, o mais comum é que a cera seja empurrada ainda mais para dentro, favorecendo a formação de tampões, obstruções e, em casos mais graves, danos ao tímpano.
O ouvido já tem um sistema de limpeza natural
O próprio organismo possui um mecanismo para eliminar o excesso de cerume de forma natural. Movimentos da mandíbula, como falar e mastigar, ajudam a conduzir a cera para fora do ouvido.
Quando há acúmulo excessivo, a recomendação é procurar um profissional de saúde para realizar a remoção de forma segura, sem comprometer a proteção natural do ouvido.
O que recomendam as organizações de saúde
Entidades como a Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia desaconselham o uso de cotonetes dentro do ouvido.
A orientação é limitar a limpeza à parte externa da orelha, utilizando um pano úmido durante o banho. Em casos específicos, o uso de gotas ceruminolíticas pode ser indicado, sempre com orientação médica.
A importância do acompanhamento médico
Consultas periódicas com o otorrinolaringologista ajudam a avaliar a saúde auditiva e a identificar quando realmente há necessidade de remover o cerume.
Além de prevenir complicações, o acompanhamento profissional ajuda a esclarecer mitos e a evitar práticas que, embora comuns, podem causar danos sérios à audição.




