Em uma decisão significativa, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu não estender a patente da semaglutida, o princípio ativo do medicamento Ozempic, utilizado no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.
A partir de março de 2026,os laboratórios terão permissão para produzir versões genéricas, o que promete transformar o mercado e reduzir significativamente os preços dos medicamentos.
O que os pacientes de Ozempic devem esperar?
A principal mudança será a introdução de genéricos de semaglutida no mercado, prevista para ocorrer logo após março de 2026.
Atualmente, uma única caneta do Ozempic custa aproximadamente R$ 1 mil, um valor consideravelmente alto para muitos pacientes. Com a ampliação da concorrência, é esperado que os preços caiam, ampliando o acesso ao tratamento.
Laboratórios já se movimentam para colocar suas versões no mercado. Há indicações de que várias empresas já estão desenvolvendo medicamentos à base de semaglutida e liraglutida, aguardando a análise da Anvisa.
Impacto no SUS
O Sistema Único de Saúde (SUS) não oferece medicamentos específicos para o tratamento da obesidade, que é uma questão de saúde pública crescente.
No Brasil, mais de 50% dos adultos estão acima do peso, e isso representa um desafio para o sistema de saúde. A entrada de genéricos mais baratos no mercado poderia viabilizar a inclusão desses medicamentos no SUS.
A possibilidade de incorporar medicamentos genéricos competitivos pode ajudar a tratar a obesidade, reduzindo os custos relacionados às complicações da doença.
A manutenção do prazo de expiração da patente pela decisão do STJ aponta para um futuro onde o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade seja mais acessível.




