Um terremoto de magnitude 6,9 atingiu a costa leste da ilha de Honshu, no nordeste do Japão, nesta quinta-feira (25), no horário local. O epicentro foi registrado na costa da província de Iwate, a cerca de 50 quilômetros de profundidade.
No Brasil, o tremor ocorreu no fim da tarde de quarta-feira (24), por volta das 19h30, devido à diferença de 12 horas entre os dois países.
A Agência Meteorológica do Japão informou que nenhum alerta foi emitido após o tremor, exceto pela possibilidade de ligeiras variações no nível do mar na região costeira. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) confirmou a magnitude de 6,9.
Não há risco de tsunami, mas o terremoto foi sentido levemente até em Tóquio, a centenas de quilômetros do epicentro. Até o momento, não há relatos de feridos ou danos estruturais.
A magnitude preocupa
A escala de intensidade sísmica do Japão vai de 0 a 7, sendo 7 o limite máximo. A província de Aomori, próxima ao epicentro, registrou intensidade acima de 6, nível em que, segundo a própria agência meteorológica japonesa, “é impossível permanecer em pé ou se mover sem rastejar”.
Na escala Richter, a magnitude 6,9 está próxima do patamar de 7,0, considerado o limiar dos terremotos classificados como “grandes” por organismos internacionais.
O impacto imediato
A Tohoku Electric Power confirmou que nenhuma irregularidade foi identificada nas usinas nucleares de Onagawa e Higashidori, ambas inativas no momento do tremor. A East Japan Railway suspendeu parte dos serviços ferroviários na região, incluindo o trem-bala Tohoku Shinkansen, como medida preventiva para inspeção das linhas.
O contexto sísmico do país
O Japão está localizado no Círculo de Fogo do Pacífico, faixa de intensa atividade sísmica e vulcânica que percorre os contornos do oceano. O país é responsável por cerca de 20% de todos os terremotos com magnitude acima de 6,0 registrados no mundo.
A região nordeste, conhecida como Tohoku, é especialmente ativa: foi ali que o terremoto de magnitude 9,0 de março de 2011 gerou um tsunami que matou mais de 19 mil pessoas e causou o acidente nuclear de Fukushima.
A Agência Meteorológica do Japão acompanha os desdobramentos e não descarta réplicas nas próximas horas.




