O pacote de figurinhas da Copa do Mundo de 2026 chegou a R$ 7 no Brasil. Com isso, o envelope ficou 1.300% mais caro em relação ao Mundial de 2002.
Na Copa da Coreia do Sul e do Japão, o pacotinho custava R$ 0,50. Já em 2026, o kit oficial da Panini com 12 envelopes sai por R$ 84.
Na prática, cada pacote custa R$ 7. Além disso, a coleção atual exige mais figurinhas do que há 24 anos.
Salário mínimo ajuda na comparação
Em 2002, o salário mínimo era de R$ 200. Naquele ano, o álbum custava R$ 3,90, e cada pacote vinha com cinco figurinhas.
Como a coleção tinha 638 cromos, seriam necessários 128 pacotes para completar o álbum sem nenhuma repetida. Esse cálculo considera apenas o mínimo teórico.
Assim, o gasto básico ficaria em R$ 67,90. O valor inclui R$ 64 em pacotes e R$ 3,90 no álbum.
Esse custo representava cerca de 34% do salário mínimo de 2002. Porém, na prática, o colecionador gastava mais por causa das figurinhas repetidas.
Em 2026, custo mínimo passa de R$ 1 mil
O cenário mudou bastante em 2026, o salário mínimo passou para R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro.
A coleção atual tem 980 cromos e cada envelope traz sete figurinhas. Para completar o álbum sem repetidas, seriam necessários 140 pacotes. Como cada um custa R$ 7, o gasto mínimo com envelopes chega a R$ 980.
Além disso, a versão brochura do álbum custa R$ 24,90. Portanto, o valor mínimo teórico para completar a coleção chega a R$ 1.004,90.
Esse total equivale a cerca de 62% do salário mínimo de 2026. A proporção mostra que o álbum ficou mais pesado no orçamento, mesmo com o reajuste do piso nacional.
A conta, no entanto, considera uma situação ideal. Como as figurinhas vêm de forma aleatória, o custo real pode ser maior: por isso, trocas entre colecionadores continuam essenciais. Grupos, encontros e compras avulsas ajudam a reduzir repetidas e controlar o gasto.
Mesmo mais caro, o álbum segue como tradição de Copa. A diferença é que, em 2026, completar a coleção exige bem mais dinheiro e planejamento familiar.




