A Federação Internacional de Futebol (FIFA) anunciou nesta quinta-feira (07) o fim de um dos vínculos mais duradouros do futebol mundial: a parceria com a Panini, responsável pelos álbuns de figurinhas da Copa do Mundo desde 1970. No lugar da empresa italiana, entra a Fanatics, que assumirá a produção dos colecionáveis oficiais do torneio a partir de 2031.
A mudança encerra uma relação de 60 anos entre a federação e a Panini. Vale lembrar, porém, que a transição não é imediata, pois a Panini ainda será a fornecedora oficial das figurinhas até a Copa de 2030. A estreia da Fanatics acontecerá apenas na edição de 2034, que será realizada na Arábia Saudita.
Por que a FIFA decidiu trocar de parceira?
O presidente da entidade, Gianni Infantino, justificou a decisão com foco na inovação e no alcance global. Segundo ele, a Fanatics se destaca pela capacidade de promover novidades no segmento de colecionáveis esportivos, o que abriria caminhos para conectar fãs ao redor do mundo de formas que ainda não foram exploradas.
Para a FIFA, o objetivo é usar o portfólio global de competições da federação para ampliar esse engajamento e gerar uma nova fonte de receita comercial, que, segundo Infantino, é revertida para o desenvolvimento do futebol.
O que a Fanatics se comprometeu a fazer?
Como parte do acordo, a Fanatics assumiu o compromisso de distribuir mais de 150 milhões de dólares em colecionáveis de forma gratuita para crianças ao redor do mundo. O valor equivale a cerca de R$ 793 milhões.
A medida faz parte da proposta de globalizar o acesso aos produtos licenciados da Copa, ampliando o alcance do torneio além dos países que já têm tradição com álbuns de figurinhas. Ou seja, a FIFA busca “sair da bolha” e alcançar novos públicos.
Uma era que chegou ao fim
A Panini entrou no universo das Copas do Mundo em 1970, quando o México sediou o torneio pela segunda vez. Desde então, cada edição do campeonato veio acompanhada de um álbum da marca italiana, transformando a coleção de figurinhas em um ritual para gerações de torcedores.
A parceria atravessou 13 edições do torneio e se consolidou como parte da cultura popular do futebol. A decisão da FIFA representa, portanto, uma virada de página em uma tradição que poucos esperavam ver chegar ao fim.





