Vinhos, frutas, massas, azeites, queijos e chocolates vindos da Itália podem ficar mais baratos no Brasil com a aplicação provisória da parte comercial do acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), em vigor desde 1º de maio.
A queda, no entanto, não deve ocorrer de forma imediata para todos os produtos.
De acordo com a Comissão Europeia, o acordo reduz tarifas que antes chegavam a 35% para vinhos e destilados, 20% para chocolates e 10% para azeites. Além disso, a entidade afirma que a medida deve abrir novas oportunidades para produtores europeus no Mercosul.
Itália vê economia anual
O governo da Itália projeta impacto direto sobre a venda de alimentos ao Brasil. Levantamento do Ministério das Relações Exteriores e Cooperação Internacional da Itália calcula que os descontos tarifários podem chegar a US$ 63 milhões por ano quando o acordo tiver aplicação completa.
Além disso, o setor de alimentos concentra a maior parte das vendas italianas ao mercado brasileiro. Mais de 80% do que o Brasil importa da Itália tem relação com alimentação, conforme dados citados pelo governo italiano.
Nem tudo muda ao mesmo tempo
A redução das tarifas seguirá um calendário gradual, com etapas que podem durar até 15 anos. No primeiro ano, a expectativa italiana é que cerca de um terço das importações brasileiras de produtos do país já receba algum benefício.
Frutas frescas aparecem entre os itens com desconto imediato. Em seguida, produtos como espumantes de maior valor e óleos vegetais também entram em regimes especiais.
Por outro lado, vinhos mais baratos, massas, azeites e chocolates devem ter redução ao longo de períodos que variam de quatro a 15 anos.
Preço depende do mercado
Mesmo com a queda de tarifas, o consumidor não deve esperar desconto automático nas prateleiras. Câmbio, frete, impostos internos, margem de importadores e estratégia do varejo também interferem no preço final.
Ainda assim, o acordo tende a ampliar a presença de produtos italianos no Brasil. Com isso, supermercados, empórios e adegas podem ter mais variedade e, em alguns casos, preços mais competitivos nos próximos anos.




