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Estudo revela: pessoas que vivem em ruas assim têm menos risco de infarto

Pesquisadores apontaram que ruas com essas características fazem bem aos seus moradores

Por Júlio Nesi
03/04/2026
Em Geral
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Reprodução: Unplash / Nikolai Kolosov

Reprodução: Unplash / Nikolai Kolosov

Morar em uma rua arborizada pode fazer mais diferença para a saúde do coração do que você imagina. Uma pesquisa publicada na revista científica Environmental Epidemiology mostrou que viver em áreas urbanas com maior presença de árvores reduz em 4% o risco de doenças cardiovasculares, incluindo o infarto.

O dado pode parecer pequeno, mas considera uma população de quase 89 mil mulheres acompanhadas por quase duas décadas. Ao longo desse período, pesquisadores de centros nos Estados Unidos e na Europa analisaram mais de 350 milhões de imagens de ruas americanas para entender como o ambiente ao redor das casas afeta o coração.

Como o estudo foi feito?

A metodologia chamou a atenção de especialistas, pois passou a ser considerada mais precisa que a maioria das pesquisas anteriores. Em vez de medir a vegetação por satélite de forma generalizada, a equipe dividiu as imagens pixel por pixel e classificou cada elemento visível em cerca de 150 categorias diferentes, como copas de árvores, gramados, arbustos e flores.

Assim, foi possível separar o efeito de cada tipo de verde sobre a saúde cardiovascular das moradoras. O resultado mostrou que nem todo verde tem o mesmo impacto.

Nem toda vegetação funciona

Esse é um dos pontos mais interessantes da pesquisa. Enquanto a presença de árvores aparece ligada a um risco menor de doenças cardiovasculares, morar em ruas com predominância de gramados mostrou associação ao aumento desse risco.

Uma hipótese levantada pelos pesquisadores é que bairros com muitos gramados tendem a ser mais dependentes do carro e menos caminháveis. Isso pode incentivar um estilo de vida mais sedentário, fator conhecido por elevar o risco cardíaco. O uso de pesticidas e características do desenho urbano também foram citados como possíveis variáveis.

Por que as árvores fazem a diferença?

A pesquisadora Lis Leão, líder do grupo e-Natureza do Centro de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, explica que a relação vai além do visual. Segundo ela, do ponto de vista psicofisiológico, ambientes naturais modulam o sistema nervoso autônomo e reduzem a ativação simpática crônica, que está diretamente ligada ao risco cardiovascular.

Além disso, as árvores contribuem de forma indireta para a saúde do coração por meio de outros mecanismos. Elas reduzem a poluição do ar, amenizam as ilhas de calor nas cidades, diminuem o ruído urbano e criam ambientes mais favoráveis à atividade física e à convivência social. Todos esses fatores têm impacto direto sobre o sistema cardiovascular.

A arborização não faz tudo

Vale lembrar que morar em uma rua arborizada não substitui outros cuidados essenciais com o coração. Alimentação equilibrada, prática de exercícios, sono de qualidade, controle do estresse e acompanhamento médico regular continuam sendo pilares insubstituíveis da saúde cardiovascular.

Para os especialistas, as árvores entram como aliadas importantes nesse conjunto, não como solução isolada.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Tags: arborização urbanaárvorescoraçãoestudo científicoinfartomeio ambientequalidade de vidarisco de infartosaúdesaúde cardiovascular
Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

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Reprodução: Unsplash / Nubelson Fernandes

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