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Essa palavra parece inofensiva, mas está afetando seu bem-estar, segundo terapeutas

Por Milena Armando
05/08/2025
Em Geral
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Essa palavra parece inofensiva, mas está afetando seu bem-estar, segundo terapeutas

Foto: Conexa

A busca pelo fortalecimento da autoconfiança é um desafio enfrentado por muitos, diariamente. No entanto, conforme ressaltado por terapeutas especializados, uma simples palavra, o “deveria“, repleta de distorções cognitivas autocríticas, pode se tornar um grande obstáculo. 

Usada frequentemente nas sessões de terapia cognitivo-comportamental (TCC), essa palavra impõe uma carga emocional significativa, frequentemente levando ao sentimento de obrigação irrealista e culpa. 

Durante as consultas, foi observado que o termo “deveria” gera uma série de exigências pessoais que, na maioria das vezes, resultam em frustração.

TCC

Distorções cognitivas, como a autocrítica, são padrões de pensamento distorcidos que, embora comuns, podem afetar negativamente a saúde mental. É nessas situações que a TCC mostra sua eficácia, ao reformular pensamentos negativos e transformá-los em perspectivas mais construtivas. 

A prática da TCC ajuda indivíduos a identificarem e desafiarem suas distorções cognitivas, substituindo o “deveria” por opções conscientes, como “quero” ou “escolho”. Essas mudanças linguísticas sutis reforçam a autonomia pessoal, promovendo uma abordagem mais saudável e proativa na vida diária.

A influência no cotidiano

O termo “deveria” afeta profundamente nossa autoimagem e interação com o mundo. Ao nos basearmos em obrigações irreais, corremos o risco aumentado de desenvolver ansiedade e depressão. 

Frases como “eu deveria ser mais eficiente” apenas adicionam pressão interna sem nenhum benefício real. Essa autocrítica ininterrupta pode desgastar a autoestima e comprometer relações pessoais e profissionais. 

Adotar uma autocompaixão ativa é, portanto, vital. Ela incentiva uma visão mais gentil de nossa trajetória, minimizando autocríticas desnecessárias e fortalecendo a saúde mental.

Redefinindo a autocrítica

Além de compreender o impacto do “deveria”, é crucial entender como as distorções cognitivas afetam nossa interpretação das ações e da realidade à nossa volta. Quem adota uma postura autocrítica tende a ver seus feitos como insuficientes, alimentando um ciclo de negatividade. 

O processo de TCC auxilia ao tornar esses padrões conscientes e ao promover a substituição por escolhas mais construtivas. Por sua vez, isso fortalece a autoconfiança e a percepção de controle sobre a própria vida.

Caminho da transformação

Reformar padrões de pensamento exige prática e perseverança. A TCC fornece estratégias essenciais para promover essa mudança. Reconhecemos que ninguém enfrenta essas batalhas sozinho, e aceitar que a perfeição é inatingível é um passo crucial. 

A evolução pessoal surge do aprendizado contínuo. Trocar “deveria” por “quero” permite escolhas mais informadas, enriquecendo o processo de autodescoberta. Isso não significa negligenciar responsabilidades, mas abordá-las com flexibilidade e autodeterminação renovadas.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
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Tags: deveriapsicologiasaúde mentaltccterapia
Milena Armando

Milena Armando

Jornalista, redatora e revisora.

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