Uiramutã é um município pequeno e remoto no extremo norte de Roraima, bem na fronteira com a Venezuela e a Guiana.
Localizada em uma área de mata e savana, a cidade tem uma população estimada em um pouco mais de 16 mil moradores (IBGE) e é composta majoritariamente por povos indígenas.
A pior cidade para se viver no Brasil
Nos últimos anos, Uiramutã apareceu em várias pesquisas como a pior cidade para se viver no Brasil, especialmente de acordo com o Índice de Progresso Social (IPS), indicador que mede acesso a serviços básicos, educação, infraestrutura, saúde, segurança e oportunidades sociais.
No relatório mais recente, dentre mais de 5 500 municípios brasileiros, Uiramutã ficou com a menor pontuação do país (em torno de 37,6 numa escala de 0 a 100).

Principais desafios enfrentados
Esse resultado não significa que ninguém ali seja feliz ou que a vida seja impossível, mas que, sob os critérios do IPS, o município enfrenta desafios muito severos em áreas essenciais. Entre as principais dificuldades estão:
Infraestrutura precária
Serviços como coleta de lixo, iluminação pública e saneamento são insuficientes ou inexistentes em muitas áreas.
Educação e acesso limitado a serviços
Escolas, formação profissional e recursos educacionais têm infraestrutura frágil, dificultando oportunidades para jovens e crianças.
Baixos indicadores econômicos
A cidade tem uma das menores rendas mensais domiciliares per capita do país, refletindo desigualdades profundas.
Isolamento geográfico
A localização geográfica torna Uiramutã muito isolada, com dificuldades de acesso por estradas e distâncias grandes até centros urbanos maiores, afetando desde o transporte de produtos básicos até o acesso à saúde e assistência especializada.
Iniciativas de melhoria
Apesar desses desafios, há iniciativas buscando melhorias, como investimentos em estruturas esportivas e ações de cidadania promovidas por órgãos federais e estaduais.
Uiramutã é um exemplo de como desigualdades e falta de infraestrutura podem criar barreiras sociais profundas, e de como indicadores como o IPS ajudam a dar visibilidade a lugares que muitas vezes ficam esquecidos nas grandes discussões nacionais.




