O Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos esclareceu oficialmente, nesta quarta-feira (10), as condições para a entrada da seleção do Irã em território americano durante a Copa do Mundo de 2026. De acordo com o comunicado, os jogadores e a comissão técnica autorizada poderão entrar no país um dia antes de cada confronto.
A autorização, descrita por um porta-voz do DHS como um ato de “generosidade” do presidente Donald Trump, permite que a delegação iraniana pernoite nos EUA antes das partidas da fase de grupos. No entanto, o governo exige que a equipe retorne imediatamente à sua base no México, logo após o término dos jogos e das coletivas de imprensa obrigatórias.
Vale reforçar também que não há menção nos vistos a um horário específico de saída no dia seguinte, mas a expectativa das autoridades é de um fluxo de entrada e saída rápido, sem permanência estendida no solo americano além do estritamente necessário para a competição.
Situação dos vistos
Enquanto a questão do calendário foi resolvida, a composição da delegação permanece fragmentada. Todos os jogadores receberam seus vistos, garantindo sua participação no torneio. Em contrapartida, o governo dos EUA negou a entrada a 15 membros da administração e oficiais da federação de futebol iraniana.
As autoridades americanas, incluindo o Secretário de Estado Marco Rubio, indicaram que a negativa está ligada a investigações de segurança nacional e possíveis vínculos com a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), embora os critérios específicos para cada negativa individual não tenham sido detalhados publicamente.
Reação do público e do Irã
O embaixador norte-americano Tom Barrack elogiou a emissão dos vistos para os atletas. No entanto, a Embaixada do Irã na Turquia rebateu publicamente as declarações de Barrack.
Em nota, os diplomatas iranianos afirmaram que “não é possível lavar a conduta que viola os regulamentos da FIFA e quebra as obrigações de anfitrião dos Estados Unidos simplesmente elogiando a si mesmos”.
O Ministério das Relações Exteriores e a Federação de Futebol do Irã (FFIRI) destacaram que a negativa de vistos para 15 membros da administração, incluindo o presidente da federação, Mehdi Taj, e diretores técnicos, torna a participação da equipe “anormal” e sob “pressão indevida”.
A federação acusou Washington de tomar uma decisão “não esportiva e completamente política”, alegando que a medida contradiz as leis esportivas internacionais e prometeu levar o caso formalmente à FIFA.




