Os exercícios físicos já são conhecidos como um dos principais hábitos saudáveis para melhorar tanto a saúde mental quanto a física. Mas acontece que cientistas descobriram que o horário em que as atividades físicas são praticadas pode fazer a diferença no retorno que os exercícios dão à saúde do nosso corpo.
Os dados são de um novo estudo publicado na revista científica Open Heart, que analisou 150 adultos sedentários entre as idades de 40 e 60 anos. Esse estudo mostrou que o horário dos exercícios está associado à potencialização dos resultados na saúde cardiovascular, no metabolismo e até na qualidade do sono.
Que estudo foi esse e o que foi descoberto?
De acordo com os pesquisadores envolvidos no estudo, foi analisado o chamado “cronotipo” de cada um dos participantes. O cronotipo é uma forma do relógio biológico. É a predisposição natural de cada pessoa para sentir picos de energia, cansaço e definir seus horários de sono. Ou seja, é o que define os horários em que cada um é mais ativo.
Após identificar os cronotipos de cada um, os cientistas separaram os participantes em dois grupos: um grupo deveria se exercitar em horário compatível com seu relógio biológico e o outro grupo se exercitaria no horário oposto.
Após 12 semanas acompanhando os resultados de cada um dos participantes, os cientistas começaram a identificar mudanças concretas. Os dados adquiridos mostraram que os participantes que treinaram seguindo seus cronotipos obtiveram resultados muito maiores que o outro grupo.
Quais foram os benefícios identificados?
Segundo os pesquisadores, foram identificados resultados benéficos em diferentes aspectos da vida dos participantes. O primeiro benefício foi um maior resultado na saúde cardiovascular, como maiores reduções na pressão arterial, maior capacidade cardiorespiratória e variabilidade na frequência cardíaca.
Além do coração, também foram identificados benefícios no metabolismo e na qualidade do sono. Um dos resultados descobertos foi a queda da glicose no sangue em jejum, o que ajuda a combater doenças como diabetes tipo 2. Além disso, participantes do primeiro grupo relataram melhoras muito maiores na qualidade do sono.
Qual é o melhor horário para mim?
Como o próprio estudo aponta, os horários podem variar de pessoa a pessoa dependendo do cronotipo. Nesse caso, especialistas recomendam primeiro que as pessoas identifiquem os perfis de seus relógios biológicos.
Arsalan Tariq, um dos autores do estudo, diz que o primeiro passo para identificar o cronotipo é se fazer a seguinte pergunta: “Quando me sinto naturalmente mais alerta e produtivo?”.
Uma outra dica do cientista é se observar em dias livres e tentar identificar os momentos em que você está com mais sono ou mais alerta, sem interferência de alarmes ou substâncias. O período em que você estiver mais alerta (seja de manhã, tarde ou noite) seria o horário de exercícios ideal.




