O meia dinamarquês Christian Eriksen voltou a assustar torcedores e companheiros de equipe após sofrer um mal súbito durante a partida entre Dinamarca e Ucrânia, válida pela preparação para a Copa do Mundo de 2026.
O episódio aconteceu aos 65 minutos de jogo e rapidamente gerou preocupação por causa do histórico cardíaco do jogador.
A diferença é que, desta vez, a situação teve um desfecho muito diferente daquele vivido na Eurocopa de 2021, quando Eriksen sofreu uma parada cardíaca em campo e precisou ser reanimado por médicos diante de milhões de espectadores.
Após o susto mais recente, o próprio atleta utilizou as redes sociais para tranquilizar torcedores.
“Estou bem. Estou em casa com minha família”, escreveu o jogador, afirmando ainda que a situação foi diferente daquela enfrentada há cinco anos.
Dispositivo implantado evitou problema mais grave
O fator que fez a diferença foi um cardiodesfibrilador implantável, conhecido pela sigla DAI.
O equipamento foi colocado no corpo de Eriksen após a parada cardíaca sofrida durante a Eurocopa. Trata-se de um dispositivo eletrônico instalado na região do tórax capaz de monitorar continuamente os batimentos cardíacos.
Quando identifica alterações perigosas no ritmo do coração, o aparelho pode emitir estímulos elétricos ou até uma descarga de maior intensidade para restabelecer os batimentos normais.
Segundo especialistas, o DAI é indicado para pacientes que apresentam maior risco de arritmias graves e morte súbita cardíaca. O equipamento funciona 24 horas por dia e atua automaticamente quando detecta uma situação de emergência.
Foi justamente esse mecanismo que impediu que o episódio mais recente evoluísse para uma condição mais grave.
Caso mudou a carreira do jogador
A parada cardíaca sofrida por Eriksen em 2021 teve impacto direto em sua carreira, na época, o meia defendia a Inter de Milão. A legislação esportiva italiana não permite que atletas atuem profissionalmente utilizando um cardiodesfibrilador implantável, então o contrato foi encerrado pouco tempo depois.
Meses mais tarde, o jogador retornou ao futebol inglês, onde as regras médicas são diferentes, e conseguiu retomar a carreira em alto nível.
Hoje, aos 34 anos, Eriksen segue defendendo a seleção da Dinamarca e continua sendo uma das referências da equipe nacional.
O que é a morte súbita cardíaca?
A morte súbita cardíaca acontece quando o coração deixa de bombear sangue adequadamente devido a uma alteração elétrica grave, geralmente causada por arritmias.
Segundo entidades médicas internacionais, o atendimento rápido é decisivo para aumentar as chances de sobrevivência. Em muitos casos, cada minuto sem desfibrilação reduz significativamente as possibilidades de recuperação.
Cinco anos após a cena que chocou o futebol durante a Eurocopa, foi justamente essa tecnologia que permitiu que um novo susto terminasse apenas como um susto.



