Documento oficial de arquivamento do Ministério Público Federal (MPF) confirma que Jeffrey Epstein, bilionário americano e criminoso sexual, tinha um CPF ativo no Brasil desde o ano de 2003 e realizou pelo menos dias transações imobiliárias entre 2003 e 2005. O documento que confirma isso é ligado a um processo aberto para investigar possível irregularidade no cadastro.
A descoberta vem após o MPF receber uma denúncia ao Ministério, questionando o fato de que o CPF de Epstein constava como “regular” mesmo após a morte do bilionário, que ocorreu no ano de 2019. Com a denúncia apontando uma possível fraude documental, o MPF foi investigar o caso e constatou que o CPF do bilionário era legítimo e estava vinculado à compra e venda de um imóvel no mesmo ano de inscrição, comprovando seu uso.
Após a apuração, o órgão destacou que não havia crime ligado ao uso fraudulento do CPF, mas o registro em si comprova que o criminoso teve interesse econômico no Brasil nos anos 200. Vale destacar ainda que a natureza dos imóveis que ele comprou e vendeu não foi detalhada no documento do MPF.
As Epstein Files
Jeffrey Epstein se tornou um dos assuntos internacionais mais comentados e controversos da internet, especialmente no cenário político, desde que o Departamento de Justiça dos EUA liberou milhões de páginas de documentos detalhando supostos crimes cometidos pelo bilionário, em especial na “Epstein Island”, sua ilha particular onde realizava eventos privados com a presença de políticos e celebridades e supostamente levava menores de idade, com quem ele e alguns convidados praticavam crimes sexuais. O material inclui e-mails, registros financeiros, imagens e vídeos relacionados à rede de Epstein.
Além disso, as “Epstein Files” também provam que essa não foi a única passagem do bilionário em nosso país. O Brasil é um dos países citados em conversas sobre recrutamento, com referências à atuação de um “agente” ligado a Epstein e a jovens brasileiras levadas aos EUA. Também há menções a planos de negócios no país, como a possível compra de uma agência de modelos e a criação de concursos de beleza.
Os arquivos também citam especificamente o município de Natal, capital do Rio Grande do Norte (RN). Nos documentos, no período de 2010 a 2011, há registros de deslocamentos pelo Nordeste brasileiro, com menção a uma jovem descrita como moradora da periferia da capital potiguar. Os registros descrevem dois episódios relacionados a Natal nesse período. Em um deles, uma jovem quase teria sido levada aos EUA, mas os pais desistiram após buscarem informações online sobre o recrutador.





