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Descoberta chocante: nosso corpo emite luz que desaparece ao morrer

Por Milena Armando
26/09/2025
Em Geral
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Descoberta chocante: nosso corpo emite luz que desaparece ao morrer

Foto: Mussicom

Um estudo realizado pela Universidade de Calgary, Canadá, revela um fenômeno fascinante que ocorre em organismos vivos: a emissão de fótons ultrafraca. 

Este “brilho biológico“, que desaparece após a morte, foi documentado em seres vivos através de equipamentos especializados. 

Os resultados do estudo sugerem novas possibilidades para monitoramento na saúde humana e ambiental, impulsionando o desenvolvimento de tecnologias de diagnóstico não invasivas.

Fenômeno luminoso intrigante

Os pesquisadores capturaram essas emissões em experimentos com camundongos e plantas, utilizando câmeras de alta sensibilidade em ambientes escuros e controlados. Inicialmente, os animais foram filmados vivos e, após a morte, continuaram a ser monitorados. 

Observou-se que o brilho é significativamente mais forte em organismos vivos e quase inexistente nos mortos. Isso indica que o fenômeno está diretamente ligado a processos bioquímicos essenciais.

Bioquímica do brilho

A luz emitida resulta de reações bioquímicas no metabolismo, incluindo a produção de espécies reativas de oxigênio. Estas espécies são subprodutos do metabolismo celular que, em excesso, causam estresse oxidativo. 

Esse estresse gera as condições para a emissão de fótons, que podem aumentar em casos de lesões ou mudanças de temperatura. Esses achados apontam para um uso potencial na detecção precoce de doenças e na avaliação de condições ambientais adversas.

Futuro promissor para diagnósticos

As possibilidades desta descoberta são vastas. Essa emissão de luz pode ser um importante recurso na medicina, permitindo o desenvolvimento de métodos de diagnóstico que detectem doenças antes que sintomas clínicos apareçam. 

Além disso, expectativas incluem o uso de luz emitida por células humanas vivas para identificar condições patológicas sem necessidade de intervenções invasivas.

Descobertas de longa data 

O interesse científico por essas emissões está em pauta há décadas, mas só recentemente a tecnologia permitiu medições precisas. O brilho biológico é mil vezes menos intenso que a visibilidade a olho nu, exigindo câmeras especiais para sua detecção.

Estudos anteriores já haviam sugerido essa luz em várias espécies vegetais, corroborando para o fato de que trata-se de um fenômeno difundido entre os seres vivos. A pesquisa está em andamento para expandir o entendimento dos mecanismos deste fenômeno. 

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Tags: luz
Milena Armando

Milena Armando

Jornalista, redatora e revisora.

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Foto: National Cancer Institute/Unsplash

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