Durante muitos anos, a limitação de idade prejudicou o acesso aos exames de rastreio do câncer de mama, resultando em diagnósticos muitas vezes tardios e, assim, dificultando tratamentos precoces.
Contudo, nesta terça-feira (23), o Ministério da Saúde surpreendeu a população com a divulgação de novas recomendações para a realização do exame de mamografia, incluindo a diminuição da idade mínima recomendada.
A partir de agora, o Sistema Único de Saúde passará a atender mulheres entre 40 e 49 anos, que devem realizar o procedimento a cada dois anos caso sintam necessidade ou recebam indicação médica para tal.
Vale lembrar que, anteriormente, o protocolo oficial orientava a mamografia apenas para mulheres de 50 a 69 anos. Logo, com a expansão da faixa de rastreamento, é possível que mais casos de câncer sejam descobertos precocemente.
Com isso, o Ministério da Saúde espera que ainda mais pacientes tenham a chance de vencer a doença, combatendo-a antes da manifestação de sintomas mais devastadores e favorecendo uma recuperação mais rápida.
A importância da mamografia para o diagnóstico de câncer
Apesar do autoexame ser extremamente útil e continuar sendo recomendado, a mamografia é, definitivamente, o método mais eficaz para diagnosticar o câncer de mama. E é por isso que a redução da idade indicada para sua realização é tão relevante.
Basicamente, o exame atua como um alerta precoce, sendo capaz de detectar nódulos, cistos e espessamentos do tecido muito antes de qualquer sintoma da doença se manifestar.
Vale lembrar que as novas regras já eram defendidas pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) há anos. Sendo assim, a decisão do Ministério da Saúde finalmente está alinhada com as recomendações da sociedade médica.
Estima-se que aproximadamente 37% dos diagnósticos de câncer de mama no Brasil ocorram em estágios avançados, reduzindo as chances de sucesso do tratamento. Contudo, prevê-se uma redução desse índice daqui em diante.




