Nos últimos anos, um entusiasta britânico chamado Jeff Leahy decidiu usar tecnologia moderna para tentar “dar um rosto” ao famoso assassino Jack, o Estripador.
Para isso, ele recorreu à inteligência artificial (IA) e ao software Midjourney para gerar uma imagem baseada nas fotos e nas informações disponíveis de parentes do principal suspeito, o barbeiro polonês Aaron Kosminski.
Uso de IA para dar um rosto á Jack, o Estripador
Leahy coletou fotografias de familiares próximos, como a irmã, o tio e o cunhado de Kosminski, e usou essas referências para orientar a IA a criar uma representação facial possível de como o suspeito poderia ter sido.

Segundo o criador, mesmo sem uma fotografia real de Jack, a imagem gerada é a melhor aproximação que se pode ter usando os dados disponíveis.
Essa reconstrução não prova a aparência verdadeira do assassino, mas oferece uma visualização plausível que ajuda o público e pesquisadores a imaginarem melhor a figura por trás da lenda.
Quem foi Jack, o Estripador
Jack, o Estripador é o nome dado a um dos assassinos em série mais famosos da história criminal. Ele atuou no final do século 19, em 1888, na região pobre e superlotada de Whitechapel, no leste de Londres, onde matou brutalmente mulheres que trabalhavam como prostitutas.
As vítimas mais conhecidas foram Mary Ann Nichols, Annie Chapman, Elizabeth Stride, Catherine Eddowes e Mary Jane Kelly, todas assassinadas entre agosto e novembro daquele ano.
Apesar da intensa cobertura da imprensa e de grandes esforços policiais da época, a identidade de Jack nunca foi provada oficialmente, o que transformou o caso em um dos maiores mistérios da criminologia.
Aaron Kosminski: principal suspeito
O candidato mais citado como possível Jack, o Estripador, é Aaron Kosminski, um imigrante polonês que vivia no East End de Londres na época dos crimes.
Ele foi registrado na investigação policial da época como um suspeito residente na região onde ocorreram os assassinatos e foi monitorado por um tempo, embora nunca tenha sido formalmente acusado.
Nos últimos anos, houve alegações de que testes de DNA feitos em um xale encontrado na cena do crime de Catherine Eddowes teriam correspondido ao material genético de Kosminski e de sua família, sugerindo que ele poderia ser o autor das mortes.
No entanto, essa conclusão tem sido contestada por especialistas, e muitos consideram que a evidência não é suficiente para uma confirmação definitiva.
O impacto histórico e cultural dos crimes
Os crimes atribuídos ao Estripador tiveram grande impacto na sociedade vitoriana e na evolução das técnicas policiais. A falta de tecnologia moderna forense na época, como análise de DNA, preservação de cenas de crime e bancos de dados, dificultou consideravelmente a investigação.
O caso inspirou inúmeras obras culturais ao longo dos anos, como livros, filmes, séries, peças de teatro e quadrinhos. Por exemplo, a graphic novel “From Hell” e o filme “Do Inferno”, com Johnny Depp, exploram a história e as teorias sobre a identidade do assassino.




