Apesar de variações entre espécies, no geral, o envelhecimento animal apresenta padrões distintos daqueles observados no envelhecimento humano, sendo influenciado por fatores como metabolismo e porte, especialmente no caso de cães e gatos.
Isso não significa que a antiga regra de “um ano animal para sete humanos” esteja certa, uma vez que ela é imprecisa e ultrapassada, mas sim que, de fato, os animais envelhecem de forma mais complexa.
E para determinar os valores certos, cientistas da Universidade da Califórnia em San Diego criaram uma fórmula usando os relógios epigenéticos, que são mecanismos que registram mudanças químicas previsíveis no DNA ao longo do tempo.
Com isso, foi possível desenvolver relógios universais para diferentes mamíferos, incluindo os animais de estimação. E de acordo com o que foi analisado, estima-se que cães com 1 ano de idade já possuem, aproximadamente, 15 anos humanos.
Os gatos seguem uma lógica semelhante, pois um felino de 1 ano também já teria cerca de 15 anos humanos. Contudo, diferente dos cachorros, eles não apresentam variações por conta do porte.
Como o porte dos cães influencia na idade?
A pesquisa revelou que os cães apresentam uma variação maior no envelhecimento, uma vez que o porte também influencia no cálculo. De acordo com o que foi analisado, raças grandes podem ser consideradas “seniores” a partir dos 6 anos.
Já as raças pequenas levam muito mais tempo para serem oficialmente consideradas idosas, se aproximando da terceira idade humana somente por volta dos 10 anos.
Idade dos gatos não sofre com variações
Diferentemente dos cachorros, o envelhecimento felino segue uma curva mais estável, uma vez que não há variações por conta do porte. Contudo, o processo também apresenta um ritmo não linear.
Depois do terceiro ano, o envelhecimento dos gatos desacelera, estabelecendo assim um ritmo relativamente constante a partir de um período que corresponde aos 28 anos humanos.




