Nos gelados mares da Antártida, um processo ambiental essencial está em andamento. O zooplâncton, incluindo copépodes e krill, desempenha um papel surpreendente no combate às mudanças climáticas.
Pesquisadores, como os da Universidade de Exeter, estudam esses minúsculos organismos e seu impacto vital na captura de carbono atmosférico.
Este fenômeno ocorre principalmente na primavera, um período em que o zooplâncton migra verticalmente, impactando a dinâmica do carbono global nos oceanos.
A importância da migração vertical
A migração vertical sazonal do zooplâncton é essencial para manter o equilíbrio climático. A cada primavera, milhões desses organismos sobem à superfície oceânica para se alimentar de fitoplâncton, que captura dióxido de carbono através da fotossíntese.
Quando o inverno se aproxima, eles descem para as profundezas do oceano, levando consigo o carbono absorvido. Esse processo garante que o carbono fique armazenado longe da superfície da Terra por longos períodos, retardando o aquecimento global.
Impacto ambiental significativo
Calcula-se que essa migração anual resulte no transporte de cerca de 65 milhões de toneladas de carbono para profundezas superiores a 500 metros.
Assim, a captura de carbono pelo zooplâncton é comparável às emissões de aproximadamente 24 milhões de carros a diesel em um ano, e não 55 milhões.
Desafios enfrentados
Os ecossistemas de zooplâncton não estão imunes a ameaças. A pesca comercial de krill e o aquecimento dos oceanos representam um risco crescente para esse processo natural de sequestro de carbono.
Sem os habituais níveis de zooplâncton, a eficácia dessa “bomba biológica” poderia diminuir, afetando a capacidade dos oceanos de regular o dióxido de carbono atmosférico.
Proteger para prevenir
Dada sua importância, cientistas de várias partes do mundo estão dedicando esforços significativos para entender melhor o zooplâncton antártico.
Investigações feitas a bordo do navio polar Sir David Attenborough buscam novas perspectivas sobre esses organismos e suas migrações.
Tais estudos são vitais para integrar dados precisos em modelos climáticos, aprimorando a previsão dos efeitos das mudanças climáticas.




