Março deve trazer mudanças importantes no clima do Brasil, influenciado pelo El Niño, que ainda atua na atmosfera, embora esteja perdendo força gradualmente ao longo do mês.
Essa transição tende a provocar variações significativas no volume de chuvas e nas temperaturas em diferentes regiões do país.
De acordo com autoridades meteorológicas, o cenário será marcado por contrastes, enquanto algumas áreas podem registrar precipitações acima da média, outras devem enfrentar períodos mais secos do que o habitual. Confira!
Norte e Nordeste: previsão instável
No Norte e no Nordeste, as projeções iniciais indicavam chuvas acima da média histórica. No entanto, a influência do El Niño pode alterar esse cenário, mantendo a precipitação abaixo do esperado em diversas áreas.
Estados como o Amapá ainda podem registrar volumes expressivos de chuva, mas em outras partes da região Norte a tendência é de irregularidade, afetando principalmente atividades agrícolas e o transporte fluvial.
No Nordeste, áreas litorâneas como Ceará e Rio Grande do Norte podem enfrentar um março atípico, com índices pluviométricos abaixo da média. Já no interior, pancadas isoladas podem ocorrer de forma mais intensa, mantendo o padrão de variabilidade.
Sudeste: alternância entre chuva e calor
No Sudeste, o mês deve começar com chuvas mais intensas, típicas do fim do verão. Regiões como Minas Gerais podem registrar volumes acima da média histórica, o que pode beneficiar reservatórios e o setor agrícola.
Já São Paulo deve experimentar oscilações no regime de chuvas, com períodos de instabilidade seguidos por fases mais secas. O Espírito Santo e o Rio de Janeiro devem seguir padrão semelhante, ainda sob influência de temperaturas elevadas.
Sul: calor acima da média e risco para a agricultura
No Sul do país, o El Niño ainda deve influenciar o clima até o início do inverno (21 de junho), embora com intensidade reduzida em março. A previsão aponta temperaturas acima do normal, especialmente no Paraná e em Santa Catarina.
A combinação de calor persistente e chuvas abaixo do esperado pode impactar lavouras que dependem de precipitações regulares. No Rio Grande do Sul, a tendência é de manutenção do padrão mais seco característico dessa época sob influência do fenômeno.
Centro-Oeste: irregularidade e possível onda de calor
No Centro-Oeste, o cenário também inspira atenção. Estados como Mato Grosso do Sul e Goiás podem enfrentar chuvas irregulares, alternadas com períodos de calor intenso.
No Pantanal, a previsão indica precipitação abaixo do padrão histórico, o que pode dificultar a manutenção dos níveis hídricos e impactar atividades locais.
Monitoramento é essencial
Mesmo enfraquecido, o El Niño ainda pode alterar padrões de vento, temperatura e distribuição de chuvas ao longo de março. A tendência é de um mês marcado por contrastes regionais e mudanças rápidas nas condições meteorológicas.
Acompanhar as atualizações climáticas é fundamental para o planejamento agrícola, gestão de recursos hídricos e organização urbana, ajudando a reduzir possíveis impactos negativos e a aproveitar melhor os períodos favoráveis.




