No início de 2024, uma equipe de pesquisadores iniciou uma missão para determinar a idade de um angelim-vermelho na Amazônia.
Esta árvore gigantesca, localizada na Floresta Estadual do Paru, no Pará, é um marco natural com 88,5 metros de altura e quase 10 metros de circunferência.
Comparável a um prédio de 30 andares, essa estrutura impõe respeito e desperta a curiosidade científica sobre sua história e contribuição para o ecossistema amazônico.
Este projeto de pesquisa busca não apenas calcular a idade da árvore, mas também investigar as mudanças climáticas e ecológicas da região ao longo do tempo.

Desafios da expedição pelo coração da Amazônia
Alcançar este gigante da natureza não foi tarefa fácil. Os pesquisadores encararam uma jornada desafiadora que envolveu cinco dias de travessia pelo Rio Jari, seguidos de uma caminhada de 20 km pela floresta densa até a árvore, onde coletaram amostras genéticas.
Essas amostras, extraídas dos anéis de crescimento do angelim-vermelho, são essenciais para a determinação de sua idade e para a análise detalhada das mudanças climáticas históricas.
Importância científica e ambiental
As árvores gigantes da Amazônia são fundamentais para a regulação climática global. Compreender a idade e os padrões de crescimento dessas árvores pode fornecer perspectivas sobre o clima passado e a biodiversidade da região.
O uso de tecnologias avançadas, como a inteligência artificial, permite uma análise profunda da biomassa e da dinâmica das florestas, destacando a importância de preservar essas formações naturais.
Preservação e proteção
Apesar de seu valor, as árvores gigantes da Amazônia estão sob constante ameaça. A exploração comercial e a extração ilegal de madeira são preocupações.
Para enfrentar essa realidade, o Parque Estadual Ambiental das Árvores Gigantes da Amazônia foi estabelecido, oferecendo 560 hectares de proteção integral.
Esta área tem o objetivo de salvaguardar essas árvores monumentais e garantir que as futuras gerações possam apreciar seu valor ecológico e cultural.




