Pesquisadores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) desenvolveram um canudo descartável que detecta a presença de metanol em bebidas alcoólicas.
Este dispositivo, que mudou o cenário da segurança no consumo de bebidas no Brasil, é marcado por sua precisão. Entrando em fase de testes em outubro, a tecnologia inovadora está em processo de patenteamento.
O novo canudo, com um custo acessível de cerca de R$ 2, oferece uma forma rápida e eficaz de identificar essa substância perigosa, aumentando a segurança do consumidor.
Como funciona o canudo de detecção de metanol?
Desenvolvido com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa da Paraíba (FAPESQ), o canudo opera por meio de um método não invasivo que muda de cor ao entrar em contato com o metanol.
Este processo é baseado em espectroscopia de infravermelho, mostrando uma taxa de precisão de 97%. O que diferencia este canudo de outras tecnologias é a rapidez com que consegue entregar resultados sem necessidade de equipamentos adicionais.
A pesquisa sugere que a abordagem por espectroscopia infravermelha permite detectar moléculas específicas com eficiência. Este avanço pode ser um divisor de águas na prevenção de envenenamentos por metanol.
Expansão e implicações no mercado
Os desenvolvedores estão agora focados na produção em larga escala. O objetivo é torná-lo amplamente disponível para bares, restaurantes e outros estabelecimentos alimentícios até o final deste ano.
Este canudo representa um salto significativo no controle de qualidade de bebidas alcoólicas. Sua introdução pode reduzir os casos de intoxicação por metanol, aumentando a confiança dos consumidores e solidificando a reputação dos estabelecimentos que o adotarem.




