O Brasil tem razões de sobra para celebrar o café e agora tem uma data oficial do mundo inteiro para isso. A Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu oficialmente o 1º de outubro como o Dia Internacional do Café.
A aprovação aconteceu durante sessão plenária da ONU em Nova York, com 150 votos favoráveis, e foi fruto de uma iniciativa apresentada pela própria delegação brasileira.
Não é de se estranhar que o Brasil puxou esse movimento. O país é o maior produtor e exportador de café do planeta, e a bebida faz parte da identidade nacional. Ter um brasileiro à frente da organização que representa o setor globalmente reforça ainda mais esse protagonismo: a Diretora Executiva da Organização Internacional do Café (OIC) é a brasileira Vanúsia Nogueira.
Por que no primeiro de outubro?
A escolha da data não foi aleatória. As bolsas de mercadorias internacionais de Nova York e Londres adotam o 1º de outubro como o início do novo ano safra do café. No Brasil, esse ciclo começa a se desenhar pelas floradas, que marcam o início do processo produtivo de cada nova temporada.
A data foi lançada oficialmente em 2015, durante a Expo Milano, como parte do Fórum Global do Café. A iniciativa está alinhada ao Artigo 25 do Acordo Internacional do Café de 2007, que incentiva ações voltadas à promoção e à melhoria da qualidade da bebida em todo o mundo.
Já tinha a data nacional, agora é a internacional
Antes do reconhecimento internacional, o país já celebrava o café em outra data. O Dia Nacional do Café, comemorado em 24 de maio, é uma iniciativa da Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC). A data faz referência ao período de início da colheita no Brasil.
Agora, os apreciadores da bebida têm dois momentos oficiais para celebrar. E, para quem não dispensa uma boa xícara no dia a dia, qualquer data já serve muito bem.




