A brasileira Luana Lopes Lara, de 29 anos, ganhou destaque como uma das mais novas bilionárias “Self-Made” a estrear na edição de 2026 da lista anual de bilionários da Forbes, divulgada na semana passada. Luana alcançou esse patamar ao acumular o patrimônio de US$ 1,3 bilhão (cerca de R$ 6,7 bilhões).
A fortuna de Luana teve como sua base principal a Kalshi, empresa da qual ela é cofundadora. A Kalshi se trata de uma plataforma de mercados de previsão, onde usuários fazem apostas com base em eventos variados do mundo real, como clima, cultura pop, dados econômicos e resultados políticos. Atualmente, mais de 90% do volume da empresa vem de apostas esportivas, e o volume de negociações cresceu 1.000% em relação ao ano anterior, superando US$ 1 bilhão por semana.
Um dos principais fatores que elevaram Luana ao status de bilionária foi o fato de que, em 2025, em menos de seis meses, o valor da Kalshi quintuplicou. Em junho a empresa valia US$ 2 bilhões; em outubro, após captar US$ 300 milhões, chegou a US$ 5 bilhões; e com a rodada mais recente de US$ 1 bilhão, atingiu US$ 11 bilhões. Tanto que não apenas ela, mas Tarek Mansour, sócio de Luana, também passou a integrar a lista de bilionários.
Passado e trajetória da brasileira
Nascida em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, Luana foi com sua família logo cedo para Joinville, em Santa Catarina, onde a futura bilionária viveu a maior parte de sua infância. Lá ela foi bailarina da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e chegou até a atuar como bailarina profissional na Áustria por alguns meses. Fora a paixão pela dança, Luana também alcançou vários méritos acadêmicos, como uma medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e também chegou a ser aprovada em universidades internacionais de prestígio, como Harvard, Stanford e Yale.
No entanto, a virada de chave para a brasileira foi em 2018 quando Luana e o sócio Tarek Mansour estagiavam juntos na empresa de trading Five Rings Capital, em Nova York, e tiveram a ideia da nova plataforma, quando começaram a fazer os planos e buscar investidores. Um dos primeiros patrocinadores foi a aceleradora Y Combinator, que abraçou a ideia, mas o maior obstáculo foi conseguir aprovação federal para operar nos EUA, o que exigiu dois anos e conversas com mais de 40 escritórios de advocacia.





