Apesar de não estar diretamente envolvida em nenhum conflito bélico, a China gerou apreensão em diversas potências mundiais depois de apresentar seu mais novo veículo aéreo não tripulado.
Isso porque a aeronave, conhecida como Jiu Tian, vem sendo considerada um marco significativo no avanço da capacidade militar do país, já que na realidade, é uma espécie de “porta-aviões voador”.
Na prática, ela serve como uma plataforma de lançamento de drones kamikaze e equipamentos. E isso poderia resultar em uma expressiva expansão do alcance operacional e da versatilidade estratégica chinesa em um possível conflito, possibilitando a realização de ataques coletivos coordenados.
Por conta disso, a aeronave passou a ser chamada de “deusa da guerra” por militares e analistas de defesa, que acreditam que a Jiu Tian poderia transformar profundamente a dinâmica dos combates, tornando-os extremamente desiguais.
No entanto, segundo o portal South China Morning Post, o governo chinês não planeja usar a tecnologia apenas para fins militares, já que ela também pode ser aplicada em tarefas como controle de fronteiras, vigilância marítima, resgate emergencial e monitoramento ambiental.
Jiu Tian: conheça a estrutura da “deusa da guerra”
Desenvolvida pela estatal Aviation Industry Corporation of China (AVIC) e fabricada pela Xian Chida Aircraft Parts Manufacturing, a Jiu Tian tem envergadura de 25 metros e é totalmente autônoma.
Capaz de voar até 15 mil metros de altitude, a aeronave tem autonomia de até 7 mil km e pode carregar cerca de 16 toneladas de equipamento militar, incluindo munições e os drones.
Inclusive, de acordo com o que foi divulgado, a “deusa da guerra” é capaz de lançar até 100 drones simultaneamente a partir de compartimentos duplos alocados nos dois lados de sua fuselagem.
Em maio deste ano, a CCTV, que é a emissora estatal chinesa, afirmou que a Jiu Tian passaria por alguns testes operacionais antes de passar a ser utilizada pelo Exército, mas os resultados ainda não foram divulgados.




