Uma operação na quarta-feira,18, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) resultou na apreensão de milhares de produtos comercializados no Mercado Livre, após a identificação de irregularidades sanitárias. A ação marca um novo endurecimento na fiscalização sobre itens vendidos em plataformas digitais.
De acordo com informações divulgadas, cerca de 2,5 mil produtos foram retirados de circulação após inspeção em um centro logístico da empresa, localizado em Cajamar (SP).
Fiscalização encontrou produtos sem registro e com falhas
Durante a operação, os agentes identificaram mercadorias sem registro sanitário, além de itens com restrições e que mesmo assim seguiam sendo oferecidos, problemas que violam normas brasileiras de comercialização.
Segundo a Anvisa, produtos nessas condições não oferecem garantias mínimas de segurança, qualidade e eficácia, podendo representar riscos diretos à saúde dos consumidores.
A medida inclui a apreensão e a proibição de circulação dos itens, impedindo que sejam distribuídos ou vendidos enquanto não houver regularização.
Conforme divulgação do órgão, os produtos identificados com irregularidades são 1.677 medidores de pressão, 17 termômetros, 3 oxímetros, 14 pomadas modeladoras, 6 tintas de tatuagem, 511 lubrificantes íntimos, 270 probióticos e enzimas digestivas, além de 19 suplementos alimentares.
Ação faz parte de estratégia mais ampla
A operação não é isolada. Nos últimos meses, a Anvisa vem intensificando ações contra produtos irregulares em diferentes setores, incluindo suplementos, medicamentos e cosméticos.
Entre as irregularidades mais comuns estão:
- ausência de autorização para comercialização;
- composição não permitida;
- alegações terapêuticas sem comprovação científica;
- falhas na rotulagem ou identificação do fabricante.
Esse movimento faz parte de uma estratégia para ampliar o controle sanitário também sobre o comércio eletrônico, que tem crescido rapidamente no país.
Mercado Livre diz colaborar com autoridades
Em situações anteriores semelhantes, o Mercado Livre afirmou colaborar com órgãos reguladores e compartilhar informações sobre vendedores responsáveis pelos produtos irregulares.
A empresa também tem reforçado mecanismos internos para reduzir a presença de itens fora das normas em sua plataforma, embora reconheça os desafios diante do grande volume de anúncios.
Consumidores devem redobrar atenção
A Anvisa orienta que os consumidores verifiquem sempre a procedência dos produtos adquiridos online, especialmente aqueles relacionados à saúde, como suplementos e medicamentos.
A recomendação é evitar itens sem registro ou com promessas exageradas de benefícios, além de denunciar suspeitas aos canais oficiais da agência.
A operação recente reforça o alerta: mesmo em grandes plataformas digitais, a presença de produtos irregulares ainda exige vigilância constante por parte das autoridades e dos próprios consumidores.





