A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão das canetas emagrecedoras Slimex MD e Slimex, produtos anunciados sem registro, notificação ou cadastro no Brasil.
A medida também proíbe fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso dos itens em todo o país.
De acordo com a Anvisa, os produtos não tinham autorização sanitária e apresentavam fabricante de origem desconhecida. Por isso, a agência classificou a venda como irregular e determinou a retirada do mercado.

Risco para a saúde
O alerta ocorre em meio ao aumento da procura por medicamentos injetáveis usados para emagrecimento.
A Anvisa afirma que as principais irregularidades identificadas envolvem o contrabando de canetas sem registro no Brasil e manipulação em condições inadequadas, com risco de contaminação e perda de efeito.
Além disso, medicamentos irregulares não oferecem garantia de composição, pureza, qualidade e conservação. Com isso, o consumidor pode aplicar uma substância diferente da anunciada, em dose desconhecida ou armazenada de forma inadequada.
Fiscalização aumentou
A agência e a Polícia Federal também anunciaram análise conjunta de canetas apreendidas em operações recentes. Segundo nota técnica conjunta, o mercado irregular envolve importação de insumos farmacêuticos ativos, produção sem autorização e distribuição em escala de medicamentos sem registro sanitário.
Em abril, a Operação Heavy Pen já havia identificado insumo suficiente para mais de 1 milhão de dispositivos injetáveis e movimentação financeira de R$ 4,8 milhões em farmácias de manipulação de 12 estados.
O que fazer
A orientação é não comprar produtos anunciados em redes sociais, aplicativos de mensagem ou sites sem identificação clara de fabricante e registro sanitário.
Também não se deve usar canetas de origem desconhecida, mesmo quando o anúncio cita substâncias famosas.
Assim, quem busca tratamento para obesidade ou diabetes deve procurar acompanhamento médico e comprar medicamentos apenas em canais regulares. Em caso de produto suspeito, a recomendação é comunicar a vigilância sanitária local ou a própria Anvisa.





