Na quinta‑feira (5), o tratado nuclear Novo START, último acordo em vigor que limitava formalmente os arsenais de armas nucleares dos EUA e da Rússia, expirou sem renovação.
O tratado, assinado em 2010, impunha limites verificados ao número de ogivas estratégicas e sistemas de lançamento de cada país, e por décadas foi importante para a redução de armas nucleares entre as duas potências.
Proposta de novo tratado por Trump
Em resposta, o presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu que Washington e Moscou negociem um novo tratado “aprimorado e modernizado” em vez de prolongar o acordo antigo.
Trump afirmou que especialistas norte-americanos em armas nucleares deveriam trabalhar em um acordo mais duradouro, rejeitando a ideia de apenas estender o Novo START.
Possível inclusão de outras potências
A proposta de Trump inclui a possibilidade de envolver outras potências nucleares, como a China, em uma eventual nova estrutura de controle de armas, uma ideia que já foi mencionada por assessores do governo, apesar de Pequim ter sinalizado resistência a participar de negociações multilaterais desse tipo por enquanto.
Reação da Rússia e repercussões globais
Do lado russo, autoridades expressaram arrependimento pela expiração do tratado, lembrando que o presidente Vladimir Putin ofereceu anteriormente estender o acordo por mais um ano como forma de manter alguma estabilidade enquanto conversas sobre um sucessor eram conduzidas.
Líderes globais, incluindo o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, classificaram a expiração do Novo START como um “momento sério” para a paz e a segurança internacional, alertando que a falta de restrições formais aumenta os riscos de uma nova corrida armamentista nuclear e de escaladas involuntárias.
Enquanto isso, os EUA e a Rússia concordaram em retomar diálogos militares de alto nível, que haviam sido suspensos em anos recentes, na tentativa de manter canais de comunicação abertos mesmo com o fim do tratado.




