A categoria mais afetada pelas novas regras de trânsito é a CNH B, usada por quem quer dirigir carro de passeio.
A mudança veio com a Resolução nº 1.020/2025 do Conselho Nacional de Trânsito, o Contran, que reorganizou o processo de formação de condutores no país e prometeu um modelo mais acessível, flexível e menos burocrático.
Na prática, o maior impacto recai sobre quem ainda vai começar a habilitação.
Isso porque a própria resolução diz que o processo de obtenção da CNH nas categorias A ou B passa por novo desenho, mas a categoria B concentra a maior parte dos candidatos que buscam a primeira carteira para uso cotidiano.
Onde muda mais
O governo federal informou, ao anunciar a norma, que a resolução prevê curso teórico gratuito e digital, flexibilização das aulas práticas e abertura para instrutores credenciados pelos Detrans, o que reduz dependência de um único modelo.
O candidato pode buscar uma autoescola ou usar a nova plataforma da Senatran para fazer as aulas teóricas, nas modalidades presencial ou virtual, além disso, e a resolução abriu espaço para instrutores autônomos nas aulas práticas.
O texto também afirma que o veículo usado nas aulas poderá ser disponibilizado pelo instrutor ou pelo próprio candidato, desde que cumpra os requisitos exigidos.
Quem não entra
A mudança não significa que todo motorista com CNH B já emitida precise refazer etapa alguma.
O foco está em quem vai iniciar o processo de formação, pedir primeira habilitação, adicionar categoria ou passar por alguns procedimentos específicos ligados ao documento.
A própria resolução separa esses processos de obtenção, mudança, adição, renovação e atualização.
Ou seja, o grupo mais mexido pela nova regra não é o de quem já dirige há anos: é o de futuros motoristas de carro, sobretudo os candidatos à primeira CNH categoria B, que agora entram num sistema mais flexível.




