A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou oficialmente, nesta semana, o encerramento do surto de hantavírus associado ao navio de cruzeiro MV Hondius. A confirmação marca o fim de um monitoramento global que abrangeu 33 países.
O anúncio foi feito pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, após a conclusão do período de quarentena do último contato identificado sem o surgimento de novos casos. O último registro de infecção vinculada à embarcação ocorreu em 25 de maio de 2026.
Balanço do incidente no MV Hondius
O surto, causado pelo andes, cepa latina do hantavírus, resultou em 13 casos e três óbitos, configurando uma taxa de letalidade de 23% entre os infectados a bordo. A investigação concluiu que a transmissão inicial ocorreu em terra, provavelmente na Patagônia argentina ou chilena, antes do embarque em Ushuaia em 1º de abril.
Diferente de outras cepas de hantavírus, o vírus Andes possui a capacidade única de transmissão de pessoa para pessoa, o que facilitou a propagação no ambiente confinado do navio. Mais de 650 contatos potenciais foram rastreados globalmente durante a emergência.
Resposta internacional
Em resposta à gravidade do surto do vírus e a preocupação com uma pandemia, 21 países lançaram uma iniciativa coordenada de pesquisa focada no vírus andes. Os estudos visam compreender melhor os padrões de transmissão, a genômica viral e as estratégias de mitigação diante da expansão do vírus para áreas mais populosas.
As pesquisas sobre o vírus continuam mesmo após o fim da cris que teve início no cruseiro. O objetivo disso é evitar novas crises e, caso ocorram, melhorar e acelerar a resposta das autoridades sanitárias internacionais.
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) reforçou que, embora o risco global permaneça baixo devido à necessidade de contato íntimo para transmissão, a vigilância deve ser mantida rigorosamente nas zonas de risco.
Vale destacar ainda que, apesar da resolução do caso no cruzeiro, os dados epidemiológicos na região endêmica apontam para uma deterioração da situação na Argentina, que vem registrando mais casos de infecções com a doença.




