Luciano Hang, fundador e dono da Havan, se reuniu nesta quinta-feira (2) com o presidente do Paraguai, Santiago Peña, em Assunção. Acompanhado de diretores e assessores, o empresário avaliou o mercado paraguaio e discutiu a possibilidade de expandir a rede varejista para além das fronteiras brasileiras pela primeira vez em seus 40 anos de história.
Hang também se encontrou com o ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Marco Riquelme.
O encontro aconteceu um dia após Peña presidir a 68ª Cúpula do Mercosul, na terça-feira (30), quando recebeu o presidente Lula e outros líderes da região.
Em publicação no X após a reunião, Peña revelou que a visita não foi a primeira relação da Havan com o Paraguai.
“Atualmente, muitos dos lençóis, toalhas e artigos oferecidos em suas gigantescas lojas já carregam o selo ‘Feito no Paraguai’, graças ao trabalho com as maquiladoras instaladas em nosso país”, afirmou.
Hang, por sua vez, elogiou o ambiente econômico: “Com impostos baixos, liberdade econômica, contas públicas equilibradas e um ambiente favorável ao empreendedorismo, o país vem atraindo investimentos e gerando oportunidades”, escreveu nas redes sociais.
A atração da carga tributária
O Paraguai tem atraído empresas brasileiras há anos pela Lei de Maquila, regime especial com carga tributária total de cerca de 12%, contra mais de 40% em muitas operações no Brasil.
Segundo o Ministério da Indústria e Comércio paraguaio, 69% das indústrias com programas de maquila ativos no país são de origem brasileira. Hang afirmou que mais de 250 fornecedores e empresários brasileiros já operam no país vizinho, incluindo vários que abastecem as lojas da Havan.
Hang já visitou o país anos atrás e se encontrou com outro presidente. “Aqui, o empresário não paga pela ineficiência do governo”, foi a frase que ouviu. O convite foi renovado pelo atual presidente Santiago Peña e pelo ministro Javier Giménez, o que culminou na visita desta semana.




