Astronautas da missão Apollo 10 relataram ter ouvido um som incomum quando a nave passava pelo lado oculto da Lua, em maio de 1969. Apesar do termo “lado oculto da Lua”, essa face também recebe luz solar, o que acontece é que ela não fica voltada para a Terra.
O episódio voltou a circular com tom de mistério, mas não há evidência de que se tratasse de algo alienígena. A explicação mais aceita até hoje é a interferência de rádio entre os equipamentos do módulo de comando e do módulo lunar.
O que a missão registrou
A Apollo 10 foi a missão que ensaiou a descida lunar antes do pouso histórico da Apollo 11.
Documentos da National Aeronautics and Space Administration (NASA) mostram que os registros da missão incluem conversas da tripulação sobre um som semelhante a um assobio ou uma “música” enquanto a nave estava atrás da Lua.
Os transcripts da missão fazem parte da coleção histórica da NASA e já estavam disponíveis em arquivos oficiais.
Por que o som assustou a tripulação
O relato chamou atenção porque aconteceu justamente no trecho em que os astronautas estavam no lado oculto da Lua, fora do alcance normal de comunicação com a Terra.
Naquele contexto, qualquer ruído inesperado ganhava peso. A tripulação comentou o som com estranhamento, inclusive comparando-o a uma espécie de música “espacial”.
O registro ajudou a alimentar o imaginário em torno da missão, sobretudo depois que o caso voltou a ser explorado em programas de TV e reportagens anos mais tarde.
Na série documental “Os documentos inexplicáveis da Nasa”, do Discovery Channel, que foi ao ar em 2016, aparece um assovio ou zumbido que foi ouvido nos fones de Thomas Stafford, John Young e Eugene Cernan, astronautas da missão.
“Você ouviu isso? Esse apito? É realmente uma música estranha”, pergunta Cernan.
Explicação mais aceita é interferência
Segundo os astronautas, o som era parecido com um “uuuuu”, que aumentava e diminuia de intensidade. Clique e ouça no vídeo a partir de 2 minutos.
A hipótese mais aceita entre especialistas e veículos de divulgação científica é a de interferência entre rádios VHF usados pelos dois veículos da missão.
Segundo a Smithsonian Magazine, sons parecidos foram registrados em outras missões do programa Apollo, o que reforça a leitura de que o fenômeno estava ligado ao sistema de comunicação, e não a uma origem externa desconhecida.
O episódio foi tratado posteriormente como efeito técnico, não como evidência de vida extraterrestre.





