Variedades - Crusoé
  • Política de Privacidade
  • Termos de uso
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Termos de uso
  • Contato
Sem resultados
Ver todos os resultados
Variedades - Crusoé
Sem resultados
Ver todos os resultados

10 erros que os pais cometem ao lidar com a rivalidade entre irmãos, segundo especialistas

Alguns dos erros pode causas rupturas na relação dos irmãos ou até dos filhos com os pais

Por Júlio Nesi
23/03/2026
Em Geral
0

Brigas por brinquedos, ciúmes, comparações e disputas por atenção são cenas comuns em famílias com mais de um filho. A rivalidade entre irmãos é um fenômeno amplamente estudado pela psicologia e, embora esperada, pode se tornar um problema sério dependendo de como os pais reagem a ela. Muitos dos comportamentos que parecem inofensivos no momento acabam alimentando o conflito no longo prazo.

Especialistas apontam erros frequentes que os pais cometem ao tentar mediar essas situações e destacaram 10 que não são apenas os mais graves, mas também são os mais recorrentes e podem afetar a saúde mental das crianças e até o desenvolvimento delas.

Os 10 principais erros

1. Comparar conquistas entre os filhos

Usar a performance de um filho como referência para motivar o outro tende a ter o efeito oposto. Frases como “seu irmão tirou dez na prova” ou “por que você não age como sua irmã?” geram pressão e são lidas pela criança como favoritismo.

Uma pesquisa da American Psychological Association apontou que o favoritismo parental percebido na infância está associado a sintomas de depressão, ansiedade e solidão que persistem na vida adulta. Cada filho precisa ter suas conquistas reconhecidas de forma independente.

2. Usar um irmão como exemplo na hora de disciplinar

Comparar o comportamento de um filho ao do outro durante uma bronca é um erro que especialistas também apontam com frequência. O professor Alex Jensen, em estudo publicado no Journal of Family Psychology, identificou que pais que recorrem a esse tipo de comparação tendem a enfrentar rivalidades mais intensas entre os filhos ao longo do tempo.

Além de não ensinar o comportamento desejado, a prática faz com que a criança repreendida desenvolva ressentimento em relação ao irmão, que passa a ocupar o papel de “filho modelo”.

3. Ignorar a discussão em vez de resolver a raiz do problema

Dizer “parem de brigar” ou “resolvam isso vocês dois” pode parecer uma saída prática, mas não resolve o que está por baixo do conflito. Stephanie Hollington-Sawyer, especialista vinculada ao trabalho do médico e escritor Gabor Maté, recomenda que os pais prestem atenção à experiência interna de cada filho, em vez de simplesmente encerrar a discussão.

Segundo ela, o papel do adulto é ajudar a criança a nomear e processar as emoções por trás de uma atitude, e não apenas reagir ao comportamento em si.

4. Celebrar marcos de formas diferentes

Organizar uma grande festa para o aniversário de 13 anos do filho mais velho e não dar a mesma atenção ao mais novo quando chega nessa idade parece um detalhe pequeno para os pais, mas pode ser interpretado pela criança como falta de importância ou amor. O tamanho da comemoração não precisa ser idêntico, mas o cuidado e a atenção envolvidos sim.

Especialistas do The Motherhood Center reforçam que o que mais importa é que cada filho sinta que seu crescimento é valorizado de forma igualitária.

5. Forçar o compartilhamento

A ideia de ensinar generosidade obrigando as crianças a dividir os próprios brinquedos é comum, mas a psicóloga clínica Laura Markham aponta um problema central nessa prática: quando a criança compartilha por obrigação, ela não aprende o valor real da generosidade, apenas cede por pressão ou medo.

A abordagem que Markham defende é a do compartilhamento autorregulado: a criança entrega o item quando ela mesma terminar de usar. Com o tempo, esse caminho tende a gerar mais disposição genuína para dividir.

6. Tomar partido nas brigas

Escolher um lado durante uma discussão entre irmãos cria uma dinâmica de vencedor e perdedor que não contribui em nada para a resolução real do conflito. Pesquisadores da Universidade Cornell apontam que, mesmo em situações onde um dos filhos está claramente sendo rude, os pais devem intervir sem eleger um culpado.

A recomendação é reservar momentos individuais com cada filho ao longo do dia, mesmo que sejam apenas dez minutos. Crianças que têm atenção exclusiva garantida pelo pai ou pela mãe tendem a competir menos por ela em outros momentos.

7. Aplicar castigo de isolamento durante a briga

O castigo de ficar separado do restante da família pode parecer uma resposta coerente quando um filho foi agressivo com o irmão. Mas a psicóloga Laura Markham alerta que essa prática cria uma mentalidade de vítima e algoz entre os irmãos.

O filho punido sente que os pais nunca estão do seu lado, enquanto o outro começa a se ver como vítima permanente, ou pior, aprende que se queixar é uma forma de conseguir atenção e proteção dos adultos. A alternativa é separar os dois para que se acalmem e só depois conversar com cada um sobre o que aconteceu.

8. Deixar que os irmãos “se entendam sozinhos”

Ficar de fora das brigas com a crença de que as crianças aprenderão a resolver conflitos por conta própria é um dos erros mais citados por especialistas. O médico Gabor Maté é direto ao afirmar que deixar as crianças se virarem sozinhas é um equívoco, já que elas ainda não têm maturidade emocional para isso.

O que costuma acontecer nessas situações é que o irmão mais novo ou fisicamente menor acaba cedendo não por entendimento, mas por não ter como se defender. Os dois saem da situação sentindo que não foram compreendidos.

O Instituto Peaceful Parent orienta que a intervenção dos pais, feita de forma calma, é o que permite que as crianças desenvolvam habilidades reais de comunicação e resolução de conflito.

9. Ignorar a influência do ambiente social

Nem toda rivalidade nasce dentro de casa. Pressões externas como o ambiente escolar, o grupo de amigos e expectativas sociais sobre o desempenho também afetam o comportamento das crianças em relação aos irmãos.

Segundo especialistas do Mind Talk, fatores sociais podem moldar significativamente a personalidade e o comportamento de uma criança, o que acaba respingando nas relações com os irmãos. Quando os pais percebem que o conflito persiste mesmo após tentativas de mediação em casa, vale investigar o que está acontecendo fora dela também.

10. Incentivar o jogo individual em vez do trabalho em equipe

Depois de várias brigas, é tentador separar os filhos e deixar cada um com suas próprias atividades. Mas especialistas apontam que incentivar a colaboração entre irmãos pode ser mais eficaz que manter os dois ocupados em paralelo.

Atividades com um objetivo comum criam experiências compartilhadas e ajudam a construir uma base de afeto que ameniza as rivalidades. A ideia não é forçar que se tornem melhores amigos, mas criar oportunidades para que descubram que conseguem trabalhar juntos.

A rivalidade entre irmãos é normal e esperada. Mas quando os conflitos envolvem agressividade física frequente, manipulação emocional ou uma dinâmica em que um filho é sempre o agressor e o outro sempre a vítima, pode ser o momento de buscar orientação de um psicólogo infantil ou familiar. Pesquisas mostram que a rivalidade não tratada pode resultar em comportamentos disruptivos, dificuldades sociais e até problemas de sono nas crianças.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
LogoCaro leitor,

O acesso ao conteúdo será liberado imediatamente após o anúncio.

Tags: brigas entre irmãoscomportamento infantilcriação de filhosdesenvolvimento infantileducação dos filhosfamíliafilhosParentalidadepsicologia infantilrivalidade entre irmãos
Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

Próximo post

A melhor maneira de deixar seu cão feliz, segundo um adestrador

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Confira!

Uma placa da Meta.

Foto: VisbyStar / Wikimedia Commons

Rastreamento de mouse causa revolta em funcionários de empresa global

13/05/2026
Foto: Yuki Iwamura

Fim da cobrança de imposto federal para esses tipos de compras no exterior

13/05/2026
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Modelo de trabalho que terminaria com escala 6×1 reduz jornada e aumenta qualidade de vida

13/05/2026
  • Política de Privacidade
  • Termos de uso
  • Contato

Agradecemos por escolher a “CRUSOÉ”, revista eletrônica de conteúdos jornalísticos de titularidade da “Mare Clausum Publicações Ltda.”, sociedade empresária limitada, com sede na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 1234 - Jd. Paulistano - São Paulo - SP - CEP 01451-001, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 25.163.879/0001-13 e com IE/SEFAZ nº 118.877.810.111.

Bem-vindo de volta!

Faça login abaixo

Esqueceu a senha?

Recupere sua senha

Insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Log In

Adicionar nova Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Política de Privacidade
  • Termos de uso
  • Contato

Agradecemos por escolher a “CRUSOÉ”, revista eletrônica de conteúdos jornalísticos de titularidade da “Mare Clausum Publicações Ltda.”, sociedade empresária limitada, com sede na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 1234 - Jd. Paulistano - São Paulo - SP - CEP 01451-001, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 25.163.879/0001-13 e com IE/SEFAZ nº 118.877.810.111.