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    Edição Semana 348

    Criptoativos: do ceticismo ao otimismo

    O que parecia uma moda passageira consolidou-se como uma revolução tecnológica, que moldará nosso futuro

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    Marcelo Sampaio
    5 minutos de leitura 03.01.2025 03:30 comentários 0
    Criptomoedas. Inteligência artificial/Grok
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    Por muito tempo, a percepção pública sobre criptoativos foi dominada pela desconfiança.

    Para muita gente, o termo “cripto” evocava apostas especulativas, ferramentas para lavagem de dinheiro e uma moda passageira alimentada por entusiastas da tecnologia.

    O colapso espetacular de plataformas como a FTX, em 2022, intensificou essa visão negativa, consolidando a imagem de um setor instável e desordenado.

    No entanto, ao fim de 2024, essa narrativa parece ter mudado.

    Este ano marcou um ponto de inflexão, revelando o potencial transformador dos ativos digitais.

    Apesar de ainda encontrar resistência por parte de muitos céticos, o setor começou a pavimentar o terreno para um otimismo cauteloso em 2025, que pode se estender para o futuro.

    Um Ano de Transformação

    O desempenho dos criptoativos em 2024 contrastou fortemente com os anos turbulentos anteriores.

    Após um período de recuperação em 2023, o setor emergiu como um símbolo de resiliência e inovação.

    E não estou só me referindo às altas nos preços: avanços regulatórios concretos ajudaram a redefinir a percepção pública e institucional sobre o setor.

    Entre os destaques do ano, a crescente adoção de índices de referência como o Nasdaq Crypto Index (NCI) desempenhou um papel central.

    O NCI, representado no Brasil pelo maior ETF de cripto da bolsa, o HASH11, demonstrou a maturidade e a amplitude do ecossistema cripto, indo muito além do Bitcoin.

    Enquanto o Bitcoin consolidou sua posição como uma reserva de valor emergente — um “ouro digital” em ascensão — plataformas como Ethereum e Solana ampliaram suas teses de contratos inteligentes, alimentando ecossistemas que impulsionam desde finanças descentralizadas (DeFi) até a tokenização de ativos.

    O que mudou em 2024?

    O ano testemunhou quatro importantes modificações no cenário dos criptoativos. São elas:

    1. Participação institucional: a aprovação de ETFs de Bitcoin e Ethereum à vista nos Estados Unidos foi um divisor de águas. Grandes gestores de ativos adotaram esses produtos, registrando captações recordes e os validando como investimentos legítimos. Surpreendentemente, os ETFs de cripto nos EUA já superaram, em volume e ativos sob gestão, os ETFs de ouro, reforçando a relevância da tese para o mercado financeiro.
    2. Avanços regulatórios: a regulamentação MiCA na Europa trouxe clareza, estabilidade e confiança para o setor. No Brasil, o DREX — novo framework do Banco Central baseado em blockchain — ganhou destaque global, sendo aclamado como uma das arquiteturas mais inovadoras do mundo. Reguladores ao redor do globo começaram a abandonar o ceticismo em favor de abordagens construtivas, criando um ambiente mais seguro e previsível para investidores e empresas.
    3. Progresso tecnológico: inovações em escalabilidade, eficiência energética e novas funcionalidades transformaram as possibilidades das blockchains. Aplicações práticas, que vão desde a digitalização de tudo que é de valor até protocolos descentralizados de identidade digital, solução fundamental (e urgente!) em um mundo assolado pelas “fake news” e “deep fakes” gerados por inteligência artificial são cada vez mais viáveis e prometem refundar a internet da forma que conhecemos.
    4. Contexto macroeconômico: em um ano de inflação persistente, impressão descontrolada de moeda e incertezas econômicas, os princípios fundamentais do cripto — descentralização e transparência — ganharam força. O Bitcoin se firmou como uma reserva de valor alternativa viável, enquanto plataformas de contratos inteligentes criaram eficiência e inclusão financeira por meio de stablecoins, que figuram entre as prioridades das agendas regulatórias globais.

    Otimismo para 2025 e além

    Embora ainda cercado por incertezas, 2025 começa a mostrar os primeiros sinais de um mercado em alta, apoiado pelos avanços concretizados em 2024.

    Entre os fatores que moldarão esse cenário, talvez o mais consequencial seja a vitória de Donald Trump nos EUA, agora um defensor declarado do setor cripto.

    Apesar de sua eleição ser vista como positiva, o que realmente merece destaque é o consenso bipartidário na Câmara e Senado americanos sobre o potencial de cripto como solução para desafios tecnológicos, econômicos e sociais.

    Os legisladores eleitos no final de 2024 possuem clareza, em grande maioria, que o setor cripto não é um inimigo, mas sim um provável contribuidor para o crescimento do PIB, geração de riqueza e competitividade global.

    Esse progresso é fruto de esforços coordenados, liderados principalmente pelo Vale do Silício, para educar profundamente os então candidatos, sobre o potencial da tecnologia e abrir caminho para o surgimento de regulação de qualidade.

    O resultado dessa iniciativa candidato a candidato pode ser conferido no site “Stand with Crypto”.

    E, com isso, a narrativa em torno de cripto passou por uma transformação significativa em 2024.

    O que antes era marcado por ceticismo agora revela caminhos claros de validação e possibilidades concretas.

    No entanto, como em toda mudança de paradigma, é crucial abordar essa nova era com discernimento.

    Para a maioria dos investidores, a exposição à classe de ativos deve ser feita de forma responsável, idealmente por instrumentos regulados, como ETFs ou fundos, com uma posição inicial moderada (1% a 5% do portfólio) e um horizonte de longo prazo — cinco anos no mínimo, idealmente mais.

    O que parecia uma moda passageira consolidou-se como uma revolução tecnológica, que moldará nosso futuro, criando soluções antes inimagináveis.

    O caminho, no entanto, não será linear e terá altos e baixos.

    Caberá ao investidor decidir qual papel deseja desempenhar nesse mundo em transformação.

    Afinal, como o mercado tem demonstrado, ignorar cripto tem se revelado uma decisão extremamente custosa.

    Marcelo Sampaio é fundador e CEO da Hashdex

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