Em uma das transações mais vultosas da história do esporte, o cofundador brasileiro do Facebook, Eduardo Saverin, uniu forças com o magnata da tecnologia Jeff Bezos para adquirir uma participação minoritária estratégica no Liverpool FC.
O consórcio, liderado pelo empresário britânico-indiano Amit Bhatia, está em fase final de negociações com a Fenway Sports Group (FSG) para comprar aproximadamente 30% das ações do clube, em um acordo que valoriza a agremiação inglesa em US$ 6 bilhões (cerca de R$ 30 bilhões).
A operação, descrita por fontes próximas como “efetivamente acordada”, deve movimentar cerca de 1,35 bilhões de libras esterlinas (aproximadamente R$ 9,2 bilhões) pela fatia minoritária. O anúncio oficial é esperado para esta semana, marcando a entrada de dois dos homens mais ricos do mundo no futebol europeu.
A estrutura do negócio
Embora a presença de Bezos e Saverin domine as manchetes globais, a arquitetura do acordo é comandada por Amit Bhatia, genro do bilionário do aço Lakshmi Mittal. Bhatia, que recentemente deixou sua posição de coproprietário no Queens Park Rangers (QPR) após 18 anos para focar exclusivamente nesta transação, liderando e representando o grupo.
A FSG, proprietária do Liverpool desde 2010, manterá o controle majoritário do clube após a venda. A entrada do consórcio representa um investimento estratégico de capital, permitindo que a FSG realize um lucro extraordinário sobre seu investimento inicial de 300 milhões de libras esterlinas, sem perder a governança principal da equipe.
O papel de Saverin e Bezos na nova era do Liverpool
Analistas apontam que a participação de Saverin destaca o retorno de um empreendedor brasileiro de elite ao centro de um megainvestimento esportivo.
Saverin, que construiu sua fortuna como cofundador do Facebook e hoje reside em Singapura focado em venture capital, traz consigo tanto capital quanto uma visão de longo prazo em tecnologia e expansão global de marcas.
Ao lado do brasileiro, Bezos, fundador da Amazon e uma das pessoas mais ricas do mundo, faz sua primeira incursão significativa na propriedade de clubes de futebol. A dupla integra o consórcio como investidores de alto perfil, ao lado do respaldo financeiro da família Mittal, cuja fortuna é estimada em mais de 26 bilhões de libras esterlinas.







