Divulgação

Jornalismo em tempos disruptivos

26.12.19
Carlos Alberto Di Franco

Não há sociedade democrática sem informação. Informação ampla, transparente, completa. O direito à privacidade não pode ser um escudo protetor, sobretudo no caso de figuras públicas.

A informação não é um enfeite. É o núcleo da missão da imprensa e a base da democracia. Homens públicos invocam o direito à privacidade como forma de fugir da investigação da mídia.

Entendo que o direito à privacidade não é intocável. Pode cessar quando a ação praticada tem transcendência pública. É o caso dos governantes ou candidatos a cargos públicos. Os aspectos da vida privada que possam afetar o interesse público não devem ser omitidos em nome do direito à privacidade.

A famosa conferência de Rui Barbosa A Imprensa e o Dever da Verdade reforça o que estou dizendo. A imprensa, dizia Rui Barbosa, é a vista da Nação. “Por ela é que a Nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam. (…) O poder não é um antro: é um tablado. A autoridade não é uma capa, mas um farol. A política não é uma maçonaria, e sim uma liça. Queiram, ou não queiram, os que se consagraram à vida pública, até à sua vida particular deram paredes de vidro. Agrade, ou não agrade, as constituições que abraçaram o governo da Nação pela Nação têm por suprema esta norma: para a Nação não há segredos; na sua administração não se toleram escaninhos; no procedimento dos seus servidores não cabe mistério; e toda encoberta, sonegação ou reserva, em matéria de seus interesses, importa, nos homens públicos, traição ou deslealdade aos mais altos deveres do funcionário para com o cargo, do cidadão para com o país.”

O texto, brilhante, de Rui Barbosa põe o dedo nas chagas de ontem e de hoje. Não pode existir uma separação esquizofrênica entre vida privada e vida pública. Há atitudes na vida privada que prenunciam comportamentos na vida pública. E o leitor tem o direito de conhecê-las. Se assim não fosse, tudo o que teríamos para ler na imprensa seriam amontoados de declarações emitidas pelas fontes interessadas. O direito à informação pode supor, portanto, a legítima invasão da privacidade.

Gostaria, amigo leitor, de apontar as principais armadilhas no caminho da qualidade informativa.

O protagonismo equivocado dos profissionais. O bom repórter ilumina a cena, o jornalista engajado constrói a história. O importante é saber escutar. As respostas são sempre mais importantes que as perguntas que fazemos. A grande surpresa no jornalismo é descobrir que quase nunca uma história corresponde àquilo que imaginávamos. A reportagem de qualidade não é o empenho de confirmação de uma hipótese. É a tentativa de descobrir a verdade dos fatos.

A passividade dos repórteres. A overdose de pautas a cumprir, a falta de especialização e a escassa e má utilização dos bancos de dados transformam repórteres em coadjuvantes de um espetáculo conduzido pelos entrevistados. Nasce o jornalismo de registro, a matéria carregada de aspas. Não há investigação. A fonte deita e rola. O repórter é mero coadjuvante. A cobertura política está dominada pela síndrome declaratória. Sobra Brasília e falta o país real. Sobram declarações e falta apuração. A agenda não pode ser determinada pelo poder, mas pela cidadania.

Jornalismo de dossiê. Dossiê não é matéria para publicação. É matéria para apuração. É pauta. Não é ponto de chegada. É ponto de partida. A precipitação pode ser, a médio prazo, um tiro de morte na credibilidade. O jornalismo investigativo tem cedido espaço a uma compulsiva e acrítica transcrição de fitas. A opinião pública começa a ficar cansada com o clima de espetáculo que tomou conta de certas coberturas. Quer menos estardalhaço e mais criminoso na cadeia. É preciso revalorizar as clássicas perguntas que devem ser feitas a qualquer repórter que cumpre pauta investigativa: checou? Tem provas? A quem interessa essa informação?

Uma imprensa investigativa, não partidária, independente e fiel à verdade dos fatos: esses são os desafios fascinantes do jornalismo moderno.

As rápidas e crescentes mudanças no setor da comunicação colocaram os antigos modelos de negócios em xeque. A dificuldade em encontrar um caminho seguro para a monetização dos conteúdos multimídia e as novas rotinas criadas a partir das plataformas digitais produzem um complexo cenário de incertezas.

É preciso pensar, refletir duramente sobre a mudança de paradigmas, uma vez que a criatividade e a capacidade de inovação – rápida e de baixo custo – serão fundamentais para a sobrevivência das organizações tradicionais e para o sucesso financeiro das nativas digitais.

Mas é preciso, previamente, fazer uma autocrítica corajosa a respeito do modo como vemos o mundo e da maneira como dialogamos com ele.

Qual é o nosso mundo?

Antes da era digital, em quase todas as famílias existia um álbum de fotos. Lembram disso? Lá estavam as nossas lembranças, os nossos registros afetivos, a nossa saudade. Muitas vezes abríamos o álbum e a imaginação voava. Era bem legal.

Agora, fotografamos tudo e arquivamos compulsivamente. Nosso antigo álbum foi substituído pelas galerias de fotos de nossos dispositivos móveis. Temos overdose de fotos, mas falta o mais importante: a memória afetiva, a curtição daqueles momentos. Milhares de fotos são incapazes de superar a vivência de um instante. É importante guardar imagens. Mas é muito mais importante viver cada momento com intensidade. As relações afetivas estão sucumbindo à coletiva solidão digital.

Algo análogo, muito parecido mesmo, ocorre com o consumo da informação. Navegamos freneticamente no espaço virtual. Uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência. Ficamos reféns da superficialidade. Perdemos contexto e sensibilidade crítica. A fragmentação dos conteúdos pode transmitir certa sensação de liberdade. Não dependemos, aparentemente, de ninguém. Somos os editores do nosso diário personalizado. Será? Não creio, sinceramente. Penso que há uma crescente nostalgia de conteúdos editados com rigor, critério e qualidade técnica e ética. É preciso reinventar o jornalismo e recuperar, num contexto muito mais transparente e interativo, as competências e a magia do jornalismo de sempre.

Jornalismo sem alma e sem rigor. É o diagnóstico de uma perigosa doença que contamina redações. O leitor não sente o pulsar da vida. As reportagens não têm cheiro do asfalto. As empresas precisam repensar os seus modelos e investir poderosamente no coração. É preciso dar novo brilho à reportagem e ao conteúdo bem editado, sério, preciso, isento.

É preciso contar boas histórias. Com transparência e sem filtros ideológicos. O bom jornalista ilumina a cena, o repórter manipulador constrói a história. Na verdade, a batalha da isenção enfrenta a sabotagem da manipulação deliberada, da preguiça profissional e da incompetência arrogante. Todos os manuais de redação consagram a necessidade de ouvir os dois lados de um mesmo assunto. Mas alguns procedimentos, próprios de opções ideológicas invencíveis, transformam um princípio irretocável num jogo de aparência.

A apuração de mentira representa uma das mais graves agressões à ética e à qualidade informativa. Matérias previamente decididas em guetos sectários buscam a cumplicidade da imparcialidade aparente. A decisão de ouvir o outro lado não é honesta, não se apoia na busca da verdade, mas num artifício que transmite um simulacro de isenção, uma ficção de imparcialidade. O assalto à verdade culmina com uma estratégia exemplar: repercussão seletiva. O pluralismo de fachada, hermético e dogmático, convoca pretensos especialistas para declarar o que o repórter quer ouvir. Mata-se a notícia. Cria-se a versão.

A crise do jornalismo está intimamente relacionada com a perda de qualidade do conteúdo, com o perigoso abandono de sua vocação pública e com sua equivocada transformação em produto mais próprio para consumo privado. É preciso recuperar o entusiasmo do “velho ofício”. É urgente investir fortemente na formação e qualificação dos profissionais. O jornalismo não é máquina, tecnologia, embora se trate de suporte importantíssimo. O valor dele se chama informação de alta qualidade, talento, critério, ética, inovação.

A internet é um fenômeno de desintermediação, uma realidade disruptiva. E que futuro aguarda os meios de comunicação, assim como os partidos políticos e os sindicatos, num mundo desintermediado? Só nos resta uma saída: produzir informação de alta qualidade técnica e ética. Ou fazemos jornalismo para valer, fiel à verdade dos fatos, sem engajamentos ideológicos, apoiado na força de uma opinião equilibrada e qualificada, verdadeiramente fiscalizador dos poderes públicos e com excelência na prestação de serviço, ou seremos descartados por um consumidor cada vez mais fascinado pelo aparente autocontrole da informação na plataforma digital.

Sem jornalismo público, independente e qualificado, o futuro da democracia é incerto e preocupante. O jornalismo precisa recuperar a vibração da vida, a cara, o coração e a alma.

Próxima: A hora dos Estados

Carlos Alberto Di Franco é jornalista, doutor em comunicação pela Universidade de Navarra e diretor do programa Estratégias Digitais para Empresas de Mídia do ISE Business School.
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  1. Agradeço por pegar na mão e nos trazer para essa urgente reflexão. Sou adepta a álbuns e ainda os enfeito com lembranças que gerem ainda mais registro das fotos que nele estão. Sou jornalista de formação e coração e nesses dias confesso-me tonta de tanta informação sem aprofundamento... suas palavras acalmaram minha mente! Temos saída.

  2. Ler o artigo "Jornalismo em tempos disruptivos" do talentoso e brilhante Jornalista Carlos Alberto Di Franco, dá aquela sensação impagável de que existe luz no fim do túnel. Artigo excelente, diria até primoroso. Cumprimentos ao articulista pelo artigo que nos faz acreditar no resgate do Jornalismo de qualidade. Cumprimentos também a revista Crusoé !!

  3. Alem de meu tocaio o professor,doutor,é preciso em apontar o tipo de jornalismo que nós,brasileiros,necessitamos urgentemente. Pontua a ética, perdida em vários níveis da sociedade onde o exemplo acabado são os políticos de todos os partidos e ideologias.O trabalho arduo,voltado para a qualidade do produto a ser entregue,no caso a materia jornalistica,mas vale para qualquer atividade e neste quesito a qualidade do brasileiro é muitas vezes duvidosa. Por fim,a verdade,mentir é produto nacional.

  4. não sou do ramo , sou só leitor, às vezes traído por uma boa narrativa sem um bom fundo investigativo. Essa editorial ficou um tanto acima da minha compreensão que se delicia uma leitura mais clara, didática.

  5. Tudo que falou é o desafio do momento para o profissional jornalista. Mas nada disso é relevante. O bom jornalista e o bom leitor sempre estarão afinados à notícia e à realidade. Antigamente tínhamos Joelmir Beting. Hoje temos Cláudio Dantas, Alexandre Garcia. O bom nível em tudo se conquista e se reconhece. O resto... desaparece.

  6. Parabéns, Jornalista Di Franco, pelo excelente texto! Muito esclarecedor principalmente ao que se publica atualmente na chamada grande mídia. É mandatório "recuperar a vibração da vida, a cara, o coração e a alma(sic)" e o respeito dos leitores; não às notícias falsas ou ideologicamente tendenciosas. A informação correta e isenta de qualquer tendência e ou ideologia satisfará com certeza a todos os leitores.

  7. Um poema de realidade.Palmas para o autor dessa jóia. Deveria ser aula inaugural daqueles que desejam construir a carreira de jornalista. Onde está a alma? Desprezada. Somos cada vez mais, atraídos pelo artificial.O núcleo se distancia de tudo que tratamos. Um céu encoberto pelas nuvens negras da indiferença, esconde um céu cheios de estrelas.

  8. Texto do Ano, na categoria "abrangência global". A falta de ATITUDE DISRUPTIVA vem "exterminando" Pessoas, Empresas, Políticos e Governos, mundo afora. Exemplos: algumas pessoas do "politicamente correto"; Kodak e Mídia Tradicional; boa parte dos políticos brasileiros (para a felicidade geral do Brasil); e alguns países (em particular das Américas). Os problemas e as soluções só mudam de lugar e de intensidade.

  9. "Mata-se a notícia. cria-se a versão". Um excelente resumo dos caminhos que nossa imprensa vinha percorrendo. A mudança das plataformas, o dinamismo e a mudança das fontes de recursos estão fazendo a imprensa tradicional sair da zona de conforto e se reinventar diariamente. Acredito que nós cidadãos seremos os principais beneficiados dessa mutação.

  10. Excelente texto! Uma aula de alto nível para ser lida por todos os jornalistas e, por todos os consumidores da informação. Ele mostra aos jornalistas qual deve ser o seu procedimento e tb a nós, para que nos tornemos mais exigentes com o nível da informação que recebemos. Obrigada

  11. Artigo fascinante, útil, necessário, obrigatório. Deveria virar capa, estampado em todas as mídias; colocado numa moldura e virar brinde de fim de ano para jornalistas, todos, e, principalmente para leitores ávidos por ouvir o que desejam e não o que precisam verdadeiramente ouvir, a verdade limpa e pura.

    1. Uma análise perfeita, uma aula Magna...Concordo com o Jaime

  12. Perfeito! Acho que o grande problema da atualidade é que há interesses inconfessáveis das mídias tradicionais, que as tornam chantagistas, e que impedem a neutralidade de seus jornalistas. Que acabam dando a impressão de serem apenas marionetes a serviço de seus patrões. Vergonhoso e lamentável!

  13. Excelente artigo sobre jornalismo, ética e integridade. Não se vê mais este tipo de jornalismo imparcial e sem paixões ideológicas. Parabéns ao brilhante jornalista Waldir Algarte

  14. Excelente artigo; representa fielmente a realidade triste que tomou conta da mídia mainstream. Parabéns à Crusoé e ao caríssimo autor por nos brindar com esse belíssimo texto.

  15. Chega de “sabotagem na isenção”! O Brasil está sedento por uma imprensa ética, competente na investigação, que realmente “ilumine a cena”.. sem Ideologismo barato. Parabéns Professor Di Franco! O Brasil precisa de mais jornalistas como o senhor! Sou sua fã!!!!!

  16. Excelente texto, dá a idéia exata do desastre onde estamos inseridos hoje em dia, os leitores e os profissionais da imprensa.

  17. Excelente texto, parabéns! Leitura obrigatória a toda e qualquer pessoa que se diga Jornalista. No alvo do descrédito da mídia atual: "Mata-se a notícia. Cria-se a versão."

  18. E de repente percebemos que fomos manipulados anos a fio,esse texto mostra o que nós também queremos,informação,nua e crua porém só informação sem manipulação.Parabéns, excelente texto.

  19. A leitura desse texto parece um sonho. Cada vez mais tenho menos confiança nas noticiar que ouço, e/ou leio nas rádios, canais de televisão, jornais e revistas. Cancelei assinaturas de revista e jornal que tinha há mais de 40 anos, assim como alguns canais de televisão, pois eram totalmente manipuladoras. Espero que esse sonho se torne realidade. PARABÉNS!!!

  20. Excelente o artigo do C. Alberto Di Franco. Hoje 90% dos meios de comunicação estão infiltrados de ideólogos sem preocupação com a verdade.

  21. Sou médico. As instituições médicas também gostam de um olhar romântico para a profissão. No final, é melhor que todos sejamos controlados, de múltiplos ângulos. Graças à Deus a internet chegou para que possamos controlar a imprensa. Para mim o melhor jornalista não é o isento e sim aquele que deixa muito claro sua ideologia. É mais confiável. Mas não totalmente - ninguém é. Vide Reinaldo de Azevedo - qual é a ideologia desse camarada? O mundo é muito complexo.

  22. Perfeita definição da notícia que o cidadão que quer estar bem informado busca! Excelente! Prossigam perseguindo está especialização!!!

  23. Texto fantástico! É um grande desafio! É esse tipo de imprensa que precisamos. Mais verdades, sem narrativas. Cada cidadão que tire suas conclusões! "O pluralismo de fachada convoca pretensos especialistas para declarar o que o repórter quer ouvir. Mata-se a notícia. Cria-se a narrativa." Perfeito!!

  24. Eu gostei de um trecho do texto, mata-se a notícia e cria-se a versão. Esse e o ponto chave os pseudoprofissionais da imprensa atual tem que FOCAR NO FATO SOMENTE.

  25. Tá bom o texto já que trata especificamente da profissão. Faltou uma coisa: como em outras áreas, as pesquisas sobre o ensino no Brasil comprova o baixo nível dos formandos e dos professores. Vai daí... que outro viés de análise se apresenta.

  26. Texto excelente e de verdades indiscutíveis. Deveria ser lido e refletido por todos os jornalistas que pretendem realmente exercer a profissão com o brilho que ela merece

  27. Crítica profunda Em 2018 e 2019 a imprensa tradicional perdeu e tentou recuperar espaço na marra. Apelou para hakers e proxenetas, confundiu interesse público com fofocas da vida privada. Enfim, falhas q houve estou muito satisfeito com Antagonista e Crusoé

  28. Simples e reflexivo. Nos faz lembrar que o jornalismo independente é construído dia a dia, pouco a pouco, para não cair na vala comum da pobreza intelectual e do formato inflexível, meio que fast food, da indústria da informação. Se o autor é da Opus Dei ou não, pouco me importa porque se trata de um texto honesto e prazeiroso de ler.

  29. O autor é um altíssimo membro da organização ultrarreacionaria católica Opus Dei, esteio da ditadura franquista na Espanha e que propaga ideias e valores retrogrados. Nao reconheco nele autoridade moral para pontificar o que quer que seja em um Estado laico e Democrático de Direito.

  30. ótimo texto. análise excelente. mostra o quão incerto é o futuro do jornalismo mas não diferentemente da política ou de qualquer outra coisa no mundo. tecnologia leva a disrupção de antigos meios/serviços e inovação em modelos novos então entendo o lado sobre perder a emoção e a "alma".. mas em relação a consumo de conteúdo, informação de qualidade para construir uma opinião de qualquer assunto, deve-se manter informado e nisso, vale a pena cada centavo investindo na assinatura Crusoé.

  31. Assinei CRUSOÉ com desejo e esperança. Desejo de encontrar coerência jornalística e na esperança de encontrar os fatos descritos sem a maldita tendência ideológica. Até aqui está valendo a pena. Espero que continuem assim.

  32. Excelente artigo. Só gostaria de entender uma frase: "O bom repórter ilumina a cena, o jornalista engajado constrói a história". este "engajado" seria alguém que está polarizado por um dos "lados". neste caso, a frase seria melhor como "...o jornalista engajado constrói uma narrativa". Acho que estamos cheios de narrativas e pobres de história.

    1. Concordo. Como a verdadeira História é única, o jornalista engajado publica narrativas

    1. 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

  33. Excelente! O texto sintetizou o que estamos vivenciando nessa era digital. E muitos não se dão conta dos benefícios e malefícios que a facilidade ao acesso a comunicação nos tempos atuais nos impactam.

  34. Esse excelente artigo deveria ser lido e relido por "jornalistas" da laia de um Reinaldo Azevedo (um tremendo vira-casaca que durante anos enganou seus leitores), de um Diogo Shelp, de um Sakamoto e de vários outros da Folha de São Paulo e UOL, Estadão, IstoÉ, Carta Capital e Globo.

  35. Encantada! Parabéns! Um texto tão bem escrito, tão límpido e lógico, que uma palavra desconhecida não faz falta para o entendimento. É como um livro que se deseja interminável. Muitas características consideradas fundamentais para os jornalistas são também para outros profissionais. Ex: o trabalho deve ter "alta qualidade técnica e ética" e ser realizado com a "vibração da vida, a cara, o coração e a alma". Aspas para expressar o que não consigo. Elas têm seu valor.

  36. Parabéns ao jornalista, pelo brilhante artigo. O que realmente precisamos é da verdade pura e simples, sem a maquiagem do viés ideológico.

  37. “A decisão de ouvir o outro lado não é honesta, não se apoia na busca da verdade...”. Aqui fiquei sem entender a mensagem que o articulista busca passar: ouvir “o outro lado” não é condição para a busca da verdade? E quando "o lado" ouvido primeiro sonega a verdade? E o contraditório?, base do nosso sistema constitucional e tão necessário à busca da “verdade verdadeira"? Para o articulista, o ouvir o “outro lado” não teria lugar no jornalismo sério ('pleonasmo?')? Confesso essa dúvida!

    1. Reluto, mas... vou com você José. Obrigado. Avalio, no entanto, que, da forma como posicionado no texto, o parágrafo ao qual nos referimos pode levar mais a dúvidas do que a certezas.

    2. Gac, pelo que percebi de todo o texto, a pauta a qual o jornalista já formou sua opinião antes de ir atrás do fatos, leva a "ouvir o outro lado" apenas formalmente. É o clássico final de notícia que "revela" escândalos enormes e termina: "O que dizem os citados:"... Ou seja, nada do que o "citado" falou serviu de base para a reportagem, inclusive para mudá-la, se preciso. "O jornalista ilumina a cena... não constrói a história".

    3. Obrigado pela atenção Glaucia. E desculpa por ter ponto de vista diferente: é que se ouvir o outro lado implica risco, ao bom jornalismo, penso, não é dada a opção de escolha aleatória. O bom jornalismo deve ter por rumo a verdade. E, acredito, ouvir os diversos lados proporciona maiores fundamentos para a investigação, para a informação leal, justa, verdadeira. E o lado onde estiver o agir correto, aqui não há dúvida, é o lado a que se deve alinhar o bom jornalismo. Grande abraço.

    4. Penso que com a “desculpa ou justificativa ” de ouvir o outro lado somos sutilmente sugestionados a esta ou aquela opção, que é subliminarmente o que este tipo de imprensa almeja. Quanto mais polarizada a opinião pública mais perdemos a capacidade de refletir sobre os temas. Ponto para o caos

    1. Só faz sentido ouvir o outro lado enquanto estamos construindo a notícia, com possibilidade de correções pela opinião deste. Ouvi-la apenas, como é usual, apenas como critério de aprovação em nada melhora. O Ouvir o outro lado não pode ser pressuposto do primeiro escrever sem devido apuro. Este não terá chance de se defender devidamente

  38. Se o conteúdo da reportagem é jornalismo, no Brasil não temos isso. O que temos aqui é um imprensa totalmente ideológica, tando para um lado como para outro, ou seja, o reporte/fofoqueiro/militante, pende para quem der mais. Impossível acreditar em alguém!

  39. Salvo as exceções de sempre, ñ existe jornalismo no país e, pelo visto, está em estado terminal no resto do mundo. A fala de Rui Barbosa se aplicaria numa época de jornalismo a serviço da informação pq não havia tv e os holofotes eram p/a a notícia em si, nunca p/a a interpretação q o jornalista faz ao comunicar o "furo" q passa a ser a razão de sua vida. Quem perde somos nós os leitores, quem perde é a imprensa, quem perde é o país pq jornalistas desonestos e despreparados dominam a cena!

  40. EXCELENTE MATÉRIA. SOU ASSINANTE CRUSOÉ MAS GOSTARIA QUE ELA FOSSE ABERTA A TODOS NÃO ASSINANTES POIS ALÉM DE EDUCATIVA É ÓTIMA PROPAGANDA PARA O "GRUPO ANTAGONISTA". FELIZ ANTAGONISMO RENOVADO EM 2020.

  41. Filosofar e sinhar é bom! Infelizmente o artigo passou ao largo do jornalismo atual! Aonde é tudo por dinheiro, troca de favores, falcatruas, dividad não pagas e poder!

    1. Compartilho do seu pedido. No entanto, penso que grande parte dos jornalistas, condicionados ideologicamente, não entenderiam, por ignorância intelectual e sobretudo moral, o excelente texto.

  42. CARTILHA QUE DEVERIA SER INCLUSA NAS FACULDADES DE COMUNICAÇÃO. PERGUNTAS INDISCRETAS MERECEM RESPOSTAS DIRETAS. BOLSONARO TEM RAZÃO. ROQUE- GOIANIA

  43. Quanto mais leio artigos primorosos como este, mais tenho certeza de que, ao final, a Verdade ea Justiça prevalecerão sobre as trevas das aparências

  44. Excelente texto! Vejam o caso da Reforma da Previdência. A mídia ficou 100% favorável, e o trabalhador foi massacrado única informação de que se não tivesse a reforma o país quebraria. O cidadão amedontrado de perder o pouco que lhe restava ficou inerte. Foi uma lavagem cerebral na população que assistiu a perda de direitos passivamente. E só vai saber o que aconteceu realmente quando for tentar se aposentar.

  45. Maravilhoso artigo... pena que o articulista de aula apenas na Espanha... os jornas brasileiros continuarão na ignorância ideológica...

  46. O brilhante artigo prova, mais uma vez, que Rui Barbosa ainda continua vivo. O Dever da Imprensa deveria estar fixado na porta de cada redação dos meios de comunicação. Juvenal

  47. Extrema verdade. O jornalismo foi mais um produto destruído pela esquerda que governou o Brasil nos últimos anos. Querem outros? O primeiro: explosão da Base de Alcântara no primeiro ano de governo. Outros: Concurso público (escândalo da Cespe-Unb); Correios(iniciou o mensalão); CEF(loterias); Banco do Brasil("italiano"); Petrobrás(insisto com acento); língua portuguesa (criou "presidentas"); Universidades ("politicamente correto"); inúmeros outros. Quem quiser complementa: ......

  48. Arrisco complementar que sem um jornalismo ético, imparcial e público, o futuro da civilização está ameaçado. É um problema global. Excelente reflexão, clara e direto a raiz do problema.

  49. Muito bom ler um Jornalista. Nos dá a dimensão exata do lixo que temos recebido dos grandes veículos de comunicação e ao qual chamam matéria.

  50. Excelente artigo, expõe com clareza e concisão a verdadeira função do jornalista em informar a verdade o fato real , sem tendências e sem partido. Li algo q sempre acreditei mas sem saber me expressar. Aprendi um pouco mais. Parabéns a este autor e q surjam mais jornalistas bem preparados e compromissados com a verdade dos fatos como ele é o Brasil como o mundo agradecem.

  51. Ótimo... Acredito que os leitores, realmente, informados...Intuitivamente conseguem perceber quando a notícia inclina, sai do prumo, destoa ou tergiversa. A quantidade de informação parece ser infinita, aos desavisados e distraídos. Ao contrário, além de finita e pouca, está mesclada e dissolvida num mar de mentiras, exageros e inutilidades de desinformações. Poucos encontram a notícia imparcial e legítima mas, vale procurar e, como prêmio, sentir a beleza do mundo que só o conhecimento revela.

    1. Pena que tal experiência seja privilégio de poucos.

  52. Cada vez leio menos o Estadão, mas sempre que leio, Di Franco é obrigatório. Um crítico desse despreparo desprezível da imensa maioria dos jornalistas. O que salva são os articulistas não jornalistas das publicações.

  53. Há uma colunista nessa revista que, ao tratar do governo Trump, mente descaradamente para manipular e desinformar o leitor. Tento expor o quanto posso a fraude que é essa senhora mas sou censurado. Jornalismo sério, independente, com transparência é isso aí.

  54. Concordo. Faltou o jornalismo de corredor, do cafezinho, seja nos Palácios ou no Congresso. Os jornalistas que cercam as mesmas fontes (amiguinhas) para cutucar até encontrar uma narrativa a ser plantada, que serve a interesses espúrios, e não à verdade ou ao interesse público. Exemplo típico é o time de repórteres e comentaristas da Globonews. Eles são a voz trevosa do Centrão, e o Centrão é a máfia instalada no Parlamento brasileiro. Esses profissionais devem perder audiência até desaparecerem

  55. Difícil de atingir esse nível de jornalismo, principalmente quando sabemos que os jovens que estão se profissionaliza foram formados em escolas cujo ensino foi ideologizado e,as exigências de aquisição de habilidades em linguagem escrita e falada foram atiradas ao lixo. Agrava este quadro o número de escolas privadas de nível superior que não estão formando profissionais. Apenas vendem diplomas em prestações...

    1. Na minha concepção basta o supremo para proteger os bandidos do colarinho branco, principalmente os politicos. Estes nós podemos retirar do congresso uma parte em 2022 e ja começando agora em 2020 pôr todos canidatos a prefeitos e veriadores apoiados por estes deputados e senadores de corruptos e bandidos. Contras as leis que protege todos nós. Pessoas do bem.

    2. Muito porreta o texto em apreço . Era isso que eu queria ler : Coragem de dizer à verdade !

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