Trump reclama de resolução do Senado sobre o Irã
O presidente dos EUA chamou a votação sobre a Lei de Poderes de Guerra de "inoportuna" e "inútil"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reclamou na terça-feira, 23, da decisão do Senado americano que o obriga a pedir autorização ao Congresso antes de realizar novos ataques ao Irã.
Em publicação na rede Truth Social, o republicano disse que tinha o Irã "nas cordas" e chamou a votação sobre a Lei de Poderes de Guerra de "inoportuna" e "inútil".
"Então, tenho o Irã nas cordas, prestes a cair de vez, disposto a nos dar praticamente qualquer coisa e — pela primeira vez em décadas — respeitando profundamente os Estados Unidos e seu presidente (eu), e o Senado dos EUA decide realizar uma votação inoportuna e inútil sobre a Lei de Poderes de Guerra, dizendo ao maior patrocinador do terrorismo no mundo que os Estados Unidos não gostam do que estou fazendo com eles e que devo parar; ao fazer isso, prestaram ajuda e apoio ao inimigo. Quatro republicanos fracassados votaram com os 'Dumocratas', e o Irã perguntou ao meu pessoal: 'o que tudo isso significa?' Esses senadores acabaram de tornar meu trabalho mais difícil, mas eu vou conseguir, de um jeito ou de outro, porque eu sempre consigo!"
A resolução do Senado
O Senado americano aprovou, por 50 votos a 48, uma resolução que impede Trump de realizar novos ataques ao Irã sem a aprovação do Congresso.
Quatro senadores republicanos a favor da medida: Rand Paul, Susan Collins, Lisa Murkowski e Bill Cassidy.
Para aprovar o texto, os democratas utilizaram uma manobra regimental que obrigou a análise da proposta em menos de um mês.
Embora não tenha força de lei, a resolução não precisa ser sancionada pelo presidente americano.
A Constituição americana determina que os EUA só iniciem uma guerra se houver a aprovação do Congresso.
O presidente, no entanto, tem a prerrogativa de ordenar operações militares em caso de ameaças iminentes.
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